
Eles ‘vendiam’ máscaras cirúrgicas e álcool em gel mas não entregavam. Jovens atuavam tinha como base um apartamento em Praia Grande. Dezenas de pessoas teriam emprestado cartões de crédito para agirem como ‘laranjas’ e receberem 10% do lucro de estelionatos.
Divulgação/Polícia Civil
Cinco estudantes foram indiciados por estelionato após criarem sites falsos para vender álcool em gel e máscaras cirúrgicas durante a pandemia do novo coronavírus. O grupo tinha como base um apartamento em Praia Grande, no litoral de São Paulo, onde foram apreendidos 28 cartões de crédito, seis máquinas de cartão e um equipamento para contagem de dinheiro.
Os suspeitos têm entre 18 e 20 anos de idade e foram descobertos na última sexta-feira (1º). A Polícia Civil identificou o carro usado pelo grupo e realizou a abordagem. Com o motorista, foram encontrados pelo menos oito cartões de crédito em nome de outras pessoas, confirmando a suspeita da polícia do envolvimento dele com os estelionatos.
Dezenas de cartões de créditos foram apreendidos no apartamento onde estelionatários se reuniam.
Divulgação/Polícia Civil
O motorista confessou a fraude informalmente e levou os policiais até seu apartamento, na Rua Tamoios, em Praia Grande. Lá, encontraram outros quatro jovens, com cerca de 30 cartões de crédito, além de máquinas de cartão, celulares, computadores e uma máquina para contar dinheiro.
O jovem contou aos policiais que o esquema utilizava sites falsos de nomes de farmácias e páginas criadas nas redes sociais. Lá, eles vendiam álcool em gel e máscaras cirúrgicas, mas nunca entregavam os itens. Apenas a empresa responsável pelo trâmite de compra era prejudicada na ação, já que as vítimas poderiam pedir reembolso ao comprovar que não receberam os produtos.
Segundo o jovem, os cartões encontrados nos apartamentos eram de pessoas que serviam como ‘laranjas’ para movimentar o dinheiro recebido. Os donos dos cartões teriam direito a 10% do lucro obtido pelos golpes.
Dos cinco jovens que estavam no apartamento, apenas dois deles aplicavam os golpes pela internet. Após serem ouvidos, os cinco foram liberados. Segundo a Polícia Civil, um carro e uma moto foram apreendidos pois, ao que tudo indica, foram adquiridos com o lucro dos crimes cometidos.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a partir do resultado da perícia nos equipamentos, será possível saber a extensão dos golpes e a origem dos cartões de crédito. O caso foi registrado no 1ª Distrito Policial de Investigações Criminais de Santos (DIG-Santos).
Máquinas de cartão e equipamento usado para contar dinheiro também foi apreendido pela Polícia Civil.
Divulgação/Polícia Civil
Sem categoria
