
Desde 1995, foram 2,6 milhões de informações e 20 mil criminosos presos e autuados. Em 25 anos, o Disque Denúncia recebeu mais de 2,6 milhões de denúncias
Reprodução/ TV Globo
O Disque-Denúncia do Rio – serviço de recebimento de ligações e mensagens que possam levar à prisão de criminosos – celebra 25 anos de criação neste sábado (1º). Só neste primeiro semestre de 2020 foram 50 mil ligações recebidas. E desde o início da quarentena, em março, até junho, o serviço ajudou a colocar atrás das grades 175 criminosos.
Os números impressionam. Desde a sua criação, em 1995 o Disque-Denúncia (2253-1177) ajudou a capturar 20 mil criminosos, com as 2,6 milhões de ligações e mensagens recebidas em 219 mil horas de atendimento.
Expansão
Com o sucesso da iniciativa, o projeto se expandiu para todos os estados brasileiros, além da Argentina e do Chile.
Coordenador do Disque Denúncia, Zeca Borges afirmou que “a polícia pode muito mais com a contribuição e com a ajuda do cidadão”.
“Nesse período, a população do Rio de Janeiro deu uma lição de solidariedade e de cidadania. Nós esperamos continuar apoiando as autoridades e manter essa linha de queda [dos índices de criminalidade]”.
Zeca Borges, coordenador do Disque Denúncia
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Curiosidades
O recorde de denúncias em um só dia foi em 26 de novembro de 2011: 1.136 pessoas procuraram o serviço com informações sobre a situação no Complexo do Alemão, quando as forças policiais ocuparam a região.
Naquele mês, o programa recebeu quase 16 mil denúncias que, naquela ocasião, levaram às prisões dos traficantes Coelho e Nem da Rocinha.
O primeiro caso que marcou a história do programa foi a descoberta dos paradeiros dos estudantes Marcos Chiesa e Carolina Dias Leite, que haviam sido sequestrados.
O traficante My Thor, que atuava na área do Catete, Zona Sul do Rio, também foi preso por intermédio do número 2253-1177, em 2000.
Em 2002, 109 dias depois do assassinato do jornalista Tim Lopes, a Polícia Civil prendeu, por intermédio do Disque Denúncia, o traficante Elias Maluco — sem disparar um tiro.
A recompensa mais alta oferecida e paga até hoje foi de R$ 100 mil, feita pela prisão dos envolvidos na morte do jornalista Décio Sá, no maranhão.
Outro caso foi a prisão dos assassinos do menino João Hélio Fernandes. Quatro homens, entre eles um menor, assaltaram o carro dos pais do menino, na época com 6 anos, e arrastaram a criança por seis quilômetros.
Só no primeiro semestre deste ano, foram quase 50 mil delações. Durante a pandemia, desde 15 de março, foram presos 175 procurados pela Justiça com informações do Disque Denúncia.
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