Cartilha elaborada por delegada dá dicas para a população não cair nos crimes mais comuns. Também em junho, os casos de estelionato em ambiente virtual apresentaram aumento relevante. Crimes de estelionato aumentam 72% no mês de junho
Os crimes de estelionato aumentaram mais de 70% no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto de Segurança Pública.
RJ tem menor índice de crimes violentos no 1º semestre desde 1999, diz ISP
O isolamento social para combater a propagação do novo coronavírus fez com que o número de crimes diminuísse no estado do Rio de Janeiro, mas um dado chama a atenção: os crimes de estelionato tiveram aumento de 72% no mês de junho em relação ao mesmo período de 2019. Esse é o maior valor da série histórica, iniciada em 2003.
Também em junho, os casos de estelionato em ambiente virtual apresentaram aumento relevante: passaram de 9,2% em junho de 2019 para 29,7% em junho de 2020.
Uma cartilha elaborada pela delegada Raíssa Celles orienta sobre como evitar este tipo de crime. Entre as orientações está a de não fornecer dados pessoais.
“Nesta cartilha nós relatamos os golpes mais frequentes, com o objetivo de que a população tome conhecimento de que estes golpes estão sendo realizados e da maneira que eestão sendo realizados. Para que, quando ela for vítima, ela identifique a ocorrência de um golpe”, destacou a delegada.
Ela destaca também a importância de que as vítimas não se envergonhem e denunciem os casos à Polícia Civil, para dar prosseguimento a uma investigação e a prisão dos golpistas.
Confira a cartilha na íntegra.
Veja outros dados
Crimes violentos (homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte): 1.953 vítimas no primeiro semestre de 2020 e 260 no mês de junho. Na comparação com 2019, o indicador apresentou queda de 10,2% em relação ao primeiro semestre do ano e de 14% em relação a junho.
Homicídio doloso: 1.898 vítimas nos seis primeiros meses de 2020 e 256 em junho, valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1991. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 9% em relação ao primeiro semestre do ano e de 23% em relação a junho.
Roubo seguido de morte (latrocínio): 40 vítimas nos seis primeiros meses de 2020 e duas em junho – esses valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1991. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou 28 mortes a menos em relação ao primeiro semestre do ano e seis a menos em relação a junho.
Morte por intervenção de agente do Estado: 775 mortes nos seis primeiros meses de 2020 e 34 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou redução de 12% em relação ao primeiro semestre do ano e redução de 78% em relação a junho.
Roubo de carga: 2.556 casos nos seis primeiros meses de 2020 e 404 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 36% em relação ao primeiro semestre do ano e de 33% em relação a junho.
Roubo de veículo: 13.797 ocorrências nos seis primeiros meses de 2020 e 1.744 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 36% em relação ao primeiro semestre do ano e de 44% em relação a junho.
Roubo de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo): 37.763 registros nos seis primeiros meses de 2020 e 4.385 em junho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 42% em relação ao primeiro semestre do ano e de 54% em relação a junho.
Como registrar crimes durante pandemia
Durante o período de pandemia, os serviços da Delegacia Online e da Central 190, assim como o atendimento presencial para medidas de urgência em todas as unidades policiais, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), não tiveram os funcionamentos alterados.
Além da divulgação dos dados estatísticos mensais, o ISP divulga também as informações sobre os crimes possivelmente mais impactados pelo período das restrições.
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