Coronavírus: campanha com mais de 40 países arrecada R$ 45 bi para vacina e tratamento

Campanha foi liderada pela União Europeia, mas países fora do bloco também contribuíram. Estados Unidos e Brasil não participaram. Coronavírus: campanha com mais de 40 países arrecada R$ 45 bi para vacina e tratamento
O mundo atingiu 250 mil mortes por Covid-19 e 3,5 milhões de casos confirmados. Uma campanha liderada pela União Europeia, com a participação de mais de 40 países, arrecadou o equivalente a R$ 45 bilhões para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos.
Anfitriã do encontro virtual, a presidente da Comissão Europeia abriu os trabalhos. ”A gente dá um bilhão de euros”, anunciou Ursula von der Leyen, que logo chamou a primeira-ministra alemã. ”A Alemanha se compromete com 525 milhões”, garantiu Angela Merkel. O presidente francês, Emmanuel Macron, tirou do bolso mais 500 milhões.
Em uma carta aberta, líderes europeus escreveram: “Se pudermos desenvolver uma vacina que seja produzida pelo mundo, para o mundo todo, esse será um bem global único no século 21”.
Países que não são do bloco europeu também ajudaram, como Canadá, Noruega, Arábia Saudita, África do Sul, Japão e China. Estados Unidos e Brasil não participaram.
Recém-divorciado da União Europeia, o Reino Unido ajudou a campanha doando 442 milhões de euros. Esse é o país com uma das pesquisas mais avançadas para uma possível vacina contra o coronavírus. ”A verdade é que nenhum de nós vai ter sucesso sozinho. Precisamos trabalhar juntos”, disse o primeiro-ministro britânico.
Instituições e celebridades doaram também. ”Acabei de receber uma mensagem da Madonna, que vai ajudar com um milhão de dólares”.
A campanha conseguiu, logo no primeiro dia, os quase 7,5 bilhões de euros, que estabeleceu como meta inicial.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde disse que o importante não é só encontrar um tratamento, mas distribuir igualmente.
O secretário-geral da ONU também pensa assim. Num mundo interconectado, ele disse, nenhum de nós está seguro até que todos estejam.
O Jornal Nacional entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para perguntar sobre a não participação do Brasil, mas não teve resposta.

By Negócio em Alta