Brasil tem 600 mortes por Covid-19 em 24 horas

A situação é de emergência ou de atenção em dez estados. Isso significa que a incidência da doença por um milhão de habitantes é bem acima da média nacional. Ministério da Saúde afirma que não é possível dizer que a Covid-19 chegou ao pico
O Ministério da Saúde confirmou em todo o Brasil, nas últimas 24 horas, 600 mortes por Covid-19. A situação é de emergência ou de atenção em dez estados; significa que a incidência da doença por um milhão de habitantes é bem acima da média nacional. São os casos, por exemplo, na região Norte, do Amazonas, de Roraima e do Amapá; e do Rio e de São Paulo no Sudeste. E o Ministério da Saúde afirmou que ainda não é possível dizer que esses estados já chegaram ao pico da doença.
Nesta terça-feira (5), o Brasil tem 114.715 casos registrados da doença; 6.935 novos casos nas últimas 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, são 7.921 óbitos; 600 mortes foram confirmadas desta segunda (4) para esta terça. E no total, 48.221 pacientes se recuperaram.
Mas o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse nesta terça que, como a Covid-19 é uma doença nova, é difícil ter uma precisão sobre o número de curados. “É impossível termos um número preciso de cura, porque cura é que o não evoluiu para o óbito. Se eu peguei coronavírus e não evoluí para o óbito, eu evoluí para cura, porque essa não é uma doença crônica, é uma doença aguda. Então, nós temos muito, muito mais pessoas curadas, porque lembrem-se: de cada 100 pessoas, 80 não vão desenvolver nenhum sinal de sintoma, mas pegou a doença, foi infectado. Vai ter uma doença leve, uma doença leve, sintomas bem brandos; 20 vão precisar de algum tipo de atendimento mais especializado, internação, vão ficar. Cinco vão precisar de respirador, ou seja, vão se agravar. Obviamente, todo esse restante que recebeu alta e que não foi nem para o hospital, foi curada. Então, o número de curados é imensamente maior do que o número de pessoas que evoluem para caso grave, não tenham dúvidas disso”, afirmou Wanderson.
O secretário foi questionado sobre o crescimento da doença nos estados onde a situação é mais crítica. Ele disse que não dá para afirmar que esses locais já chegaram no pico da infeção: “Quando chegaria esse pico da crise, ainda não dá para dizer. Porque quando nós fazemos as medidas de distanciamento social, nós postergamos, a curva se achata e ela se prolonga um pouco mais para diminuir a pressão sobre o sistema naquele momento. Então, os efeitos dessas medidas nós ainda não sabemos com muita precisão. Se será… em que data exata. Que ocorrerá entre maio, junh e julho, eu não tenho dúvida. Então, este é o período em que nós teremos uma maior circulação de vírus respiratórios, que historicamente tivemos. Eu creio que o impacto dessa curva nos estados, ele ainda está sendo mensurado. Nós não podemos precisar se ele já chegou no seu ápice ou não. Não dá para afirmar isso ainda”, disse.
O secretário reconheceu que há cerca de 100 mil testes feitos por laboratórios particulares e que ainda não entraram na estatística, e também disse que o governo pretende aumentar o monitoramento das pessoas com sintomas ou que tiveram contato com infectados.
Ele repetiu que o ministério está preparando com documento com as diretrizes sobre a hora de relaxar ou não as medidas de isolamento e fez uma comparação com o funcionamento de um carro. “Quando eu olho para o combustível e eu olho para o velocímetro, eu consigo calcular a minha autonomia, quanto tempo que eu vou conseguir andar com aquele combustível. É a mesma coisa com o leito. Ou seja, se eu tenho pouco leito, mas tenho muita transmissão do vírus, eu vou ter uma autonomia menor, então vou ter que tomar medidas para reduzir a velocidade de transmissão, que no caso é a medida de distanciamento social, para que eu abra mais leitos e coloque mais pessoas habilitadas para atender essas pessoas”, afirmou Wanderson.

By Negócio em Alta