
No cargo há 2 meses, Dom Sergio da Rocha vai celebrar primeira missa no Santuário de Dulce dos Pobres. Em entrevista ao G1, ele falou sobre admiração e relação com a santa. Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Salvador
Catiane Leandro/Arquidiocese de Salvador
A primeira missa solene no dia dedicado à Santa Dulce dos Pobres acontece nesta quinta-feira (13). A celebração será no Santuário do “Anjo Bom da Bahia”, localizado no bairro de Roma, em Salvador e, por causa da pandemia, terá transmissão online. [O G1 transmite a missa AO VIVO a partir das 9h]
Veja como ficou a oração a Irmã Dulce após a canonização
A celebração eucarística faz parte da festa dedicada à santa, que foi canonizada em outubro de 2019, terá cerca de duas horas de duração e está prevista para começar às 9h. A celebração conta também com um estreante: o novo arcebispo de Salvador, o cardeal Dom Sergio da Rocha.
“É, para mim, uma graça de Deus e uma grande alegria que compartilho não somente com o povo baiano, mas com todo o Brasil. Na verdade, após a canonização, a festa de Santa Dulce pode ser celebrada no mundo inteiro”, diz o arcebispo.
É a primeira vez que ele irá celebrar uma missa no Santuário de Dulce dos Pobres. Paulista, de 60 anos, Dom Sergio da Rocha tomou posse há dois meses durante uma celebração eucarística realizada na Catedral Basílica de Salvador, no Largo do Terreiro de Jesus, no Pelourinho.
“Ao chegar em Salvador fui logo visitar o Santuário Santa Dulce dos Pobres para rezar, pedindo a sua intercessão para o meu ministério de Arcebispo, para Salvador e para toda a Bahia. A minha primeira visita foi a ela”, revela Dom Sérgio.
Cardeal Murilo Krieger, quando era arcebispo de Salvador, durante a primeira missa para Santa Dulce, em Roma
Maiana Belo/G1 Bahia
Dom Sergio da Rocha é o 28º arcebispo de Salvador. Antes dele, ocupava o cargo o cardeal Murilo Krieger, que participou da canonização de Irmã Dulce e celebrou a primeira missa dedicada à santa após a canonização, ainda em Roma. Krieger também participou da primeira missa para Santa Dulce dos Pobres no Brasil.
Sobre a estreia nas celebrações à Santa Dulce, o cardeal Dom Sergio da Rocha conta que sempre foi um admirador da santa e, quando ainda atuava como Arcebispo Metropolitano de Brasília, função exercida antes de vir a Salvador, ele já tinha uma imagem dela.
“Sou admirador e devoto de Santa Dulce. Já tinha a sua imagem, em Brasília, antes mesmo da minha nomeação para Salvador. Chegando aqui, passei a pedir, ainda mais, a sua ajuda junto de Jesus para poder amar e servir o nosso povo”, diz.
Sobre o legado do “Anjo Bom da Bahia”, Dom Sergio revela que sempre admirou a dedicação de Irmã Dulce aos pobres e doentes.
“O seu testemunho de santidade é através da caridade. O meu lema episcopal é justamente fazer ‘Tudo na caridade’.”
“Espero encontrar nela, cada vez mais, a inspiração e a ajuda para servir a todos, na caridade, especialmente para tanta gente sofrida e fragilizada. Infelizmente, não pude conhecê-la, pessoalmente, mas Deus me deu a graça de conhecê-la, agora, com os olhos e o coração deste povo querido da Bahia, de estar mais perto dela”, conta.
Irmã Dulce em visita aos doentes na antiga enfermaria do Hospital Santo Antônio, em Salvador
Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce
Para Dom Sergio, o testemunho de Santa Dulce dos Pobres continua a trazer força para o povo brasileiro e esperança, principalmente neste momento de pandemia do novo coronavírus.
“É tempo de amar mais os doentes e os pobres, de sermos mais solidários. Por isso, a celebração de Santa Dulce dos Pobres tem uma importância ainda maior neste ano de pandemia, necessitado de exemplos de amor e dedicação no cuidado pela saúde e à vida, especialmente onde se encontra mais fragilizada”, destaca.
O novo arcebispo de Salvador conta ainda que o distanciamento social não o tem impedido de experimentar o carinho e a fé dos baianos. Ele disse que sente em não poder abraçar e ser abraçado como de costume, mas ainda assim ele consegue sentir o carinho e a alegria do povo.
“Sempre gostei demais do Nordeste, onde tive a graça de ser bispo em Fortaleza e em Teresina. E agora, sinto-me feliz por estar em Salvador. Não estou podendo conhecer o rosto, mas já conheço bastante o coração baiano, acolhedor, animado e cheio de fé. Sinto-me em casa, pelo modo como tenho sido acolhido pelo clero e o povo”, conta.
Dom Sergio da Rocha ainda fez uma revelação sobre sua relação com a Bahia.
“Tenho uma ligação especial com a Bahia desde o meu nascimento, pois a parteira que me ajudou a vir ao mundo era conhecida como Dona Maria Baiana, obviamente pela sua origem baiana. Rezo, com gratidão, por tantas baianas que se dedicam tanto para que seus filhos tenham vida e para que a vida seja valorizada e preservada”, declara.
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Imagem da Santa Dulce dos Pobres em santuário que fica no Complexo das Obras Sociais dela, em Salvador
Maiana Belo/ G1
Dom Sergio da Rocha foi nomeado arcebispo de Salvador e está em posse do cargo há cerca de dois meses
Bruno Toledo/Arquidiocese de Brasília.
Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos
Acervo Osid
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