Amapá enfrenta dificuldades para contratar médicos para centros de atendimento à Covid-19

Das 115 vagas oferecidas pelo estado, apenas 19 foram preenchidas. Em Santana, segundo maior município do estado, eram 40 vagas, mas só uma foi ocupada. Amapá enfrenta dificuldades para contratar médicos para centros de atendimento à Covid-19
O governo do Amapá está com dificuldades para contratar médicos.
Das 115 vagas oferecidas pelo estado, apenas 19 foram preenchidas. Em Santana, segundo maior município do Amapá, eram 40 vagas – só uma foi ocupada.
O contrato de trabalho é de três meses, podendo ser prorrogado pelo período que durar a pandemia. E o serviço é em regime de plantão: a cada 12 horas trabalhadas, o médico recebe R$ 2 mil.
Por causa da falta de médicos, dois centros de atendimento a pacientes com Covid-19 funcionam com menos da metade dos leitos prometidos. E outros dois novos centros deixaram de ser inaugurados na semana passada pelo mesmo motivo.
O Conselho Regional de Medicina fez um apelo aos médicos.
“O que nós esperamos é que novos profissionais procurem a Secretaria de Saúde do estado para que possam aumentar a assistência médica neste período tão crítico”, pediu Eduardo Monteiro, presidente do CRM/AP.
O Ministério Público do estado afirmou que vem recebendo reclamações sobre os problemas no atendimento aos pacientes.
“A gente sabe que há uma necessidade de pessoal, uma grave deficiência de insumos. Então tudo isso já está sendo objeto de questionamento do Ministério Público, sim”, explicou André Araújo, promotor de Defesa da Saúde.
Esta semana, pela primeira vez, funcionários de funerárias retiraram corpos de pessoas que morreram dentro de casa com suspeita da Covid. Antes, esse serviço era restrito à Polícia Técnico-Científica.
O Amapá tem 1.931 casos da doença e 55 mortes.
O governo do Amapá declarou que está tendo dificuldade de repor o estoque de alguns medicamentos que estão em falta no mercado, mas que já comprou e vai receber uma nova remessa até o fim da semana.

By Negócio em Alta