
Entrevistados justificaram à pesquisa da Rede Nossa São Paulo que saem para compras essenciais e para trabalhar. Maiores saudades do período pré-pandemia é de frequentar o comércio e do contato físico. Passageiros na estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo, na segunda-feira (4)
SUAMY BEYDOUN/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (4) mostra que 19% dos paulistanos confirmaram completa adesão à quarentena, saindo para “nada ou quase nada”. O levantamento também indica que 46% trabalham fora de casa.
Para a pesquisa “Viver em São Paulo – Especial Pandemia”, a Rede Nossa São Paulo contou com o suporte do Ibope Inteligência, que fez entrevistas online com 800 pessoas com idades a partir de 16 anos durante a quarentena na capital paulista, entre os dias 17 e 26 de abril, das classes A, B e C.
Questionadas sobre a adesão ao isolamento social, só 19% responderam não sair de casa para “nada ou quase nada”, e 76% saem para atividades essenciais ou que consideram essenciais. Entre os entrevistados, a maioria, 53%, justificou que sai para compras essenciais, e 12% afirmaram sair porque precisam trabalhar fora.
Quando a pergunta muda e o paulistano é questionado sobre o que faz para atenuar os impactos da pandemia, no entanto, 77% responderam que evitam sair de casa. Para 44%, o que atenua o impacto do avanço do coronavírus é orar.
O que os habitantes de São Paulo mais sentem falta, de acordo com o levantamento, é de frequentar comércio, feiras, restaurantes, bares e shoppings, resposta fornecida por 42% dos entrevistados. O “contato físico” e os “encontros com as pessoas” foram as segundas e terceiras respostas mais frequentes, com 39% e 37%, respectivamente.
O estudo também mostra que é relativamente pequena a parcela da população da cidade que tem a possibilidade de trabalhar em casa durante a pandemia: 35% passaram a fazer home office, enquanto 46% seguem no mesmo local de trabalho.
Impacto na renda
O Ibope questionou os entrevistados sobre os impactos do isolamento social e da pandemia do coronavírus sobre a renda: 22% disseram que perderam completamente a renda, e um total de 64% viu o orçamento reduzido em maior ou menor grau. O avanço da doença não afetou a renda de 28% dos paulistanos, segundo a pesquisa.
A jornada de trabalho da maioria reduziu durante o período de isolamento social, e 61% disseram trabalhar menos desde o início da quarentena, seja por falta de cliente ou demanda pelo serviço, seja por demissão. 7% disseram trabalhar mais do que o período anterior à chegada do coronavírus à capital.
Preocupação com família
O paulistano foi perguntado sobre qual a maior preocupação em relação a pandemia do coronavírus. 50% responderam que o receio é sobre a saúde dos familiares. Preocupações financeiras vieram em segundo plano e foi a resposta de 21% dos entrevistados: 11% teme o desemprego e 10% tem como maior medo a perda dos rendimentos.
A terceira resposta mais escolhida entre as opções foi preocupação com a própria saúde, com 17% (veja gráfico abaixo).
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