Na véspera, papéis da fabricante de aviões fecharam em queda de 5,33%.


As ações da Boeing voltam a operar em forte queda nesta terça-feira (12) na bolsa de Nova York, após o acidente na Etiópia de um de seus principais aviões, o 737 MAX 8, que levou vários países, incluindo a China, a suspenderem a utilização deste tipo de aeronave.

Por volta das 14h45 (horário de Brasília), a ação do fabricante americano de aviões tinha queda de 7,28%, cotada a US$ 371, influenciando negativamente o índice Dow Jones, o principal índice de Wall Street. Na segunda-feira, as ações terminaram o dia em queda de 5,33%, após recuarem mais de 12% durante o pregão.

queda de um avião da Ethiopian Airlines no domingo deixou 157 mortos e foi o segundo acidente em 5 meses envolvendo um 737 MAX 8, que é a versão mais recente do avião comercial mais vendido no mundo. No fim de outubro de 2018, 189 pessoas morreram em um voo da indonésia Lion Air.

Após a queda do 737 MAX 8 na Indonésia, a comunidade aeronáutica passou a questionar a falta de informação das companhias e dos pilotos sobre seu novo sistema de aviso de entrada em perda de sustentação, informa a agência AFP.

Segundo a Boeing, atualmente 350 aeronaves desse modelo são operadas por cerca de 50 operadoras no mundo.

737 MAX 8 no Brasil

No Brasil, apenas a Gol possui aviões da Boeing modelo 737 MAX 8 e opera com sete deles em rotas para os Estados Unidos, América do Sul e Caribe, preferencialmente. Outras empresas, porém, operam esse modelo em rotas que incluem o Brasil, como a Aerolíneas.

No começo da noite de segunda, a Gol anunciou a suspensão temporária do uso do modelo 737 MAX 8. A Gol informou que os clientes com viagens previstas nas aeronaves 737 Max 8 serão comunicados e reacomodados em voos da empresa ou de outras companhias aéreas.

A empresa afirma que, desde junho de 2018, já realizou 2.933 voos com o Boeing 737 Max 8, “totalizando mais de 12.700 horas, com total segurança e eficiência”. De acordo com plano de renovação da frota anunciado em dezembro pela Gol, a empresa tem uma encomenda de 135 aeronaves Boeing 737 MAX com previsão de entrega até 2028.

A Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (Anac) informou que acompanha as investigações. A agência emitiu um relatório de avaliação operacional próprio para avaliar exclusivamente as condições técnicas e operacionais desse modelo e suas variantes.