Clovis Amaral Jr. defende gestão estratégica para alta renda e empresas

Por: Pietra Iris de Lucca

Em um cenário de juros elevados e maior complexidade tributária, a gestão de clientes de alta renda e empresas exige mais do que oferta de produtos financeiros. Para Clovis Amaral Jr., administrador de empresas com mais de 15 anos de experiência, o momento pede estratégia, personalização e visão integrada entre patrimônio pessoal e crescimento empresarial.

Com passagem pelo Itaú Empresas e atuação consolidada em negócios próprios nos setores de distribuição industrial, tecnologia e gastronomia, Clovis especializou-se na gestão de carteiras de alto valor e na expansão de crédito estruturado. Seu foco está na consultoria financeira para alta renda (Wealth Management) e pessoa jurídica (Corporate/Middle Market).

Segundo ele, o relacionamento tradicional entre banco e cliente precisa evoluir. “O investidor de alta renda não busca apenas rentabilidade. Ele quer planejamento tributário, organização sucessória e proteção do patrimônio no longo prazo”, afirma.

A estratégia adotada por Clovis segue uma abordagem 360°, dividindo o planejamento em três pilares: liquidez para necessidades imediatas, longevidade para garantir aposentadoria e qualidade de vida, e legado para sucessão familiar. Ele também recomenda diversificação internacional como parte estrutural da carteira. “Defendo que pelo menos 20% dos ativos estejam no exterior para reduzir riscos e ampliar oportunidades”, explica.

No atendimento às empresas, a proposta é atuar como parceiro estratégico. Clovis trabalha com modelo de consultoria independente, baseado em honorários, e não em comissões por produto. “Quando a remuneração é fee-based, o alinhamento com o cliente é total. O foco deixa de ser venda e passa a ser resultado sustentável”, destaca.

Entre as soluções mais procuradas estão antecipação de recebíveis, capital de giro, financiamento de importação e exportação e operações de corporate finance. Ele também amplia as possibilidades ao utilizar modalidades de crédito com entidades não bancárias, oferecendo maior flexibilidade de prazos e taxas.

Para empresários e sócios, o crédito estruturado com garantias reais, como imóveis e investimentos, surge como alternativa eficiente de liquidez. “Crédito não é problema quando bem estruturado. Ele pode ser uma ferramenta estratégica para crescimento e reorganização financeira”, pontua.

O cenário brasileiro reforça essa tendência. O volume de recursos sob gestão no Private Banking ultrapassou R$ 2,4 trilhões em 2024, impulsionado pelos juros elevados. Apesar da forte presença da renda fixa nos portfólios, cresce o interesse por diversificação e por investimentos com critérios ESG, que integram fatores ambientais, sociais e de governança.

Clovis também destaca a importância do acompanhamento constante da carteira. “Muitas instituições conhecem apenas 20% ou 30% do potencial real do cliente. O monitoramento diário permite identificar oportunidades e evitar perda de negócios”, afirma.

Com apoio de tecnologia, análise de dados e práticas alinhadas às normas de governança corporativa, ele defende uma atuação mais estratégica no setor financeiro. “Quando integramos a estratégia da empresa à gestão patrimonial dos sócios, deixamos de fazer apenas banking e passamos a construir valor duradouro”, conclui Clovis Amaral Jr.

 

 

 

 

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