IBGE aponta aumento de relacionamentos informais e miscigenação no Brasil

Os dados revelados pelo IBGE na última quarta-feira trazem informações importantes sobre as relações conjugais e a estrutura familiar no Brasil.

Um dos pontos em destaque é o crescimento das uniões interraciais. Apesar da maioria das pessoas ainda se casarem com cônjuges do mesmo grupo étnico ou racial (67% em 2022), esse percentual está diminuindo — era 71% em 2000 e 69% em 2010.
As uniões entre pessoas da mesma cor ou raça são mais comuns entre brancos (70,4%) e pardos (69,7%), porém os dados apontam para uma crescente mistura entre diferentes grupos étnicos.

Além das transformações nas relações conjugais, o Censo também traz outras informações relevantes sobre a nupcialidade e estrutura familiar:

  • 34 mil crianças e adolescentes com até 14 anos estavam em uniões conjugais em 2022;

  • O número de pessoas vivendo sozinhas triplicou, passando de 4,1 milhões (2000) para 13,6 milhões (2022) — equivalente a quase 1 em cada 5 domicílios;

  • 51,3% da população com 10 anos ou mais vivia em união conjugal em 2022, um aumento em comparação com 2010 (50,1%) e 2000 (49,5%);

  • Os maiores índices de pessoas em união foram registrados em Santa Catarina (58,4%), Rondônia (55,4%) e Paraná (55,3%); enquanto os menores foram observados em Amapá (47,1%), Distrito Federal (47,7%) e Amazonas (48,1%);

  • A proporção daqueles que nunca se casaram caiu de 38,6% (2000) para 30,1% (2022); enquanto aqueles que não estão atualmente em uma união, mas já estiveram, subiu de 11,9% para 18,6%.

Esses dados refletem as mudanças demográficas e culturais no país, com novas formas de convivência e relacionamentos, bem como o aumento de pessoas que optam por viver de forma independente.

By Negócio em Alta

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