Light corta fornecimento de energia em unidades do Governo do Estado do RJ e de prefeituras por falta de pagamento


Dívida do estado com a empresa chega a R$ 48 milhões, segundo a Light. Unidades administrativas das prefeituras de Itaguaí, Japeri, Mesquita, Nilópolis e Queimados também tiveram a energia cortada. Fotografia de técnico da Light em maio de 2017
Paula Kossatz/Divulgação
A Light informou, nesta quinta-feira (1º), que cortou o fornecimento de energia de unidades do Governo do Estado do Rio por inadimplência. De acordo com a empresa, o estado não pagou o valor total das faturas desde agosto de 2018, o que gerou uma dívida de R$ 48 milhões.
A empresa disse que a suspensão da energia foi realizada apenas em unidades cadastradas como serviços não essenciais. A Light afirmou ainda que realizou reuniões no decorrer do ano com representantes do governo para tentar encontrar uma solução para o pagamento da dívida.
Além disso, unidades administrativas das prefeituras de Itaguaí, Japeri, Mesquita, Nilópolis e Queimados também tiveram a energia cortada por falta de pagamento, segundo a Light.
A concessionária afirmou que cumpriu todas as regras estabelecidas pela lei antes de fazer os cortes, além de ter enviado um aviso sobre a possível suspensão do fornecimento com 15 dias de antecedência.
Retorno do fornecimento de energia
A Light decidiu retomar o fornecimento da energia de 16 escolas municipais do Rio após ser procurada pela Secretaria Municipal de Educação nesta quarta-feira (30). De acordo com a empresa, a secretaria apresentou uma proposta para o pagamento das dívidas.
Light corta o fornecimento de energia de 22 escolas municipais do Rio
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que “já tratou com a Light para religar a luz em 16 escolas que tiveram a energia cortada – das 1.543 unidades que compõem a Rede Municipal de ensino, o que significa 1,4% de escolas atingidas”.
“Em 2020, a SME pagou R$ 14 milhões à Light e existe uma cobrança de R$ 20 milhões, mas a SME está discutindo este valor com a concessionária. O motivo = As escolas ficaram fechadas por 5 meses por conta da pandemia. A Light está cobrando valor de consumo como se a escola estivesse funcionando normalmente. A SME propõe que seja cobrada uma tarifa básica relativa ao período da pandemia já que as escolas estavam fechadas e não houve o consumo médio normal que ocorreria se a unidade estivesse funcionando de forma regular, com alunos e atividades que gerariam um gasto de energia elevado”, diz trecho da nota.
O que dizem os citados
Prefeitura de Mesquita
A Procuradoria Geral do Município de Mesquita disse que todas as contas de consumo de energia estão em dia, “porém, havia uma contestação sendo realizada, administrativamente, a respeito de um Termo de Ocorrência de Inspeção (TOI) aplicado pela empresa”.
“Como hoje a Light interrompeu o fornecimento de energia no CAPS Casa Azul, no Centro, na parte da manhã, a prefeitura decidiu efetuar o pagamento e discutir judicialmente esse valor, evitando cortes no fornecimento de energia elétrica em equipamentos públicos, em prejuízo da população local, sobretudo no atual momento de emergência de saúde pública, de importância internacional. É importante frisar que o Centro de Atenção Psicossocial Casa Azul presta um serviço essencial à população e funciona 24 horas. E que o fornecimento de energia no espaço já foi restabelecido”, diz trecho da nota.
Prefeitura de Queimados
A Prefeitura de Queimados confirmou a interrupção no fornecimento de energia na manhã desta quinta-feira (1º).
“A conta em atraso (junho) foi devido a um erro humano no processo para pagamento. Logo após a interrupção, foi identificado o problema e imediatamente o débito foi pago. A energia já foi normalizada”, diz trecho da nota.
Prefeitura de Japeri
A Prefeitura de Japeri disse que “o fornecimento permanece ativo junto com a Light e que vem realizando reuniões com a concessionária a respeito de uma dívida de 2 milhões reais de gestões anteriores”.
O G1 entrou em contato com o governo do estado e as prefeituras de Itaguaí e Nilópolis, mas até a publicação desta reportagem não havia resposta.
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By Negócio em Alta