Justiça determina júri popular para acusados de assassinar major da PM em Roraima


Defesa dos cinco acusados ainda pode recorrer à decisão. O crime ocorreu no dia 20 de setembro de 2018, no bairro Cidade Satélite, zona Oeste de Boa Vista. Major da PM Antônio Almeida de Oliveira, de 48 anos, foi morto a tiros na praça de um condomínio.
Arquivo pessoal
A justiça decidiu que cinco homens acusados de participação no assassinato de Antônio Almeida Oliveira, major da Polícia Militar, devem passar por júri popular. A informação foi divulgada pelo Ministério Público (MPRR) nessa quarta-feira (29).
O grupo foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e organização criminosa pelo MP ainda em 2018, ano em que o crime ocorreu.
Quatro dos envolvidos no crime também são acusados por corrupção de menores. A sentença para júri popular foi dada em 15 de abril, mas defesa dos acusados ainda pode recorrer, de acordo com o MP.
Ainda segundo o MP, o crime foi ordenado de dentro da Penitenciária Agrícola do Monte Cristo por dois integrantes de uma facção criminosa que atua no estado.
Fora do sistema prisional, outro envolvido foi responsável por repassar informações sobre a localização da vítima e sua rotina; enquanto mais um integrante, que era motorista de aplicativo, auxiliou na fuga.
Segundo o promotor de justiça do Tribunal do Júri, Diego Oquendo, o crime demandou um planejamento complexo por parte dos denunciados, uma vez que envolveu a participação de mandantes, auxiliares e executores.
“A morte de Antônio Almeida Oliveira foi premeditada pelos acusados e teve como pano de fundo a missão vingativa dos integrantes de organização criminosa para matar agentes da segurança pública”, destacou o promotor de justiça.
Relembre o caso
Homicídio aconteceu perto de praça dentro do residencial Vila Jardim
Bruna Andrade/Rede Amazônica Roraima/Arquivo
O crime ocorreu durante a madrugada enquanto a vítima estava na praça do residencial Vila Jardim, localizado no bairro Cidade Satélite, zona Oeste de Boa Vista.
Na ocasião,o major foi atingido por quatro disparos de arma de fogo. Dois dos disparos lhe atingiram as costas, um nos glúteos e outro no rosto.
Testemunhas disseram que os suspeitos chegaram em um carro prata, atiraram contra a vítima e fugiram.
À PM, a mulher do major relatou que ele era dependente químico e tinha dívida com um traficante conhecido como ‘Kaká’, que já o ameaçara de morte.

By Negócio em Alta