Defensoria recomenda acolhimento de venezuelanos à Prefeitura de Campina Grande


Entre as recomendações está o aceleramento das obras de uma escola desativada para o acolhimento de imigrantes venezuelanos refugiados no município. Defensoria recomenda acolhimento de velezuelanos à prefeitura de Campina Grande
Divulgação/Defensoria Pública da Paraíba
A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) e a Defensoria Pública da União (DPU) recomendaram à Prefeitura de Campina Grande o acolhimento emergencial dos venezuelanos durante a pandemia do coronavírus. Conforme a recomendação, as obras de uma escola desativada devem ser aceleradas para o acolhimento de imigrantes venezuelanos refugiados no município.
O G1 solicitou e aguarda um posicionamento da Prefeitura de Campina Grande sobre a recomendação.
A Recomendação Conjunta feita pelos Núcleos de Direitos Humanos das Defensorias também pede que seja disponibilizado um espaço, dentro dos equipamentos e serviços que atendem a população em situação de rua, para os imigrantes indígenas venezuelanos, sobretudo aqueles que se estão no grupo de risco da Covid-19.
Os defensores públicos recomendam que o apoio da rede socioassistencial do município para essas pessoas, seja mediante abertura de vagas nas unidades de acolhimento já existentes, por meio de aluguel de imóvel seguro e adequado, pelo acolhimento em local destinado para situações de calamidade ou, ainda, por meio de concessão de benefício assistencial ou auxílio-moradia, ou mesmo alocação em pousadas e hotéis de baixo custo.
Foi recomendado também o fornecimento de alimentação, assistência à saúde, acompanhamento diário socioassistencial, além de material de higiene e proteção individual durante o período de risco de contaminação pela Covid-19. Os defensores públicos Marcos Freitas e Marcella Sanguinetti também solicitaram que seja apresentado um plano de trabalho a respeito de todas as ações que estão sendo ou serão tomadas em atenção aos imigrantes indígenas venezuelanos.
De acordo com a Defensoria Pública da Paraíba, além do grupo de aproximadamente 30 indígenas, que foi acolhido provisoriamente no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), tornou-se pública a chegada de um novo grupo com 40 venezuelanos na cidade. Ainda conforme o documento, os indígenas têm um histórico de imunidade frágil em relação às gripes, além da dificuldade de acesso à saúde.

By Negócio em Alta