Escola estadual no Jardim Ângela, na Zona Sul de SP, terá espaço de isolamento para pacientes leves de Covid-19


Região é uma das mais afetadas da capital paulista. Escola fica na Avenida M’Boi Mirim e receberá de 300 a 350 pessoas. Secretaria de Educação diz trabalhar para montar espaço ‘o mais rápido possível’, mas não informa prazo para liberação. Escola Estadual Luís Magalhães de Araújo, localizada na Av. M’Boi Mirim, será transformada em espaço de isolamento para pacientes leves no Jardim Ângela
Reprodução/Google Street View
Uma escola estadual no Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, também será transformada em um espaço de isolamento para pacientes leves da Covid-19, nos moldes das duas escolas de Paraisópolis. O objetivo é abrigar infectados com sintomas leves que tenham familiares do grupo de risco, para que o vírus não passe para eles.
“Vamos iniciar os reparos, compra de mobiliário, documentação, assinatura de contratos… Está bem no início, mas montaremos mais rápido [que Paraisópolis]”, contou ao G1 o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares.
A Escola Estadual Luís Magalhães de Araújo, localizada na Av. M’Boi Mirim, terá de 300 a 350 leitos, e ainda não há data de previsão para a abertura.
Assim como nas escolas de Paraisópolis, o local não será um equipamento de saúde e não contará com atendimentos ou equipamentos médicos. Se algum dos casos leves se agravar, haverá uma ambulância no local, 24h à disposição.
O protocolo de segurança e saúde é o mesmo que foi elaborado nas primeiras iniciativas, em parceria com os hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês. O local vai receber pacientes diagnosticados com Covid-19 a partir de exame RT-PCR. Além disso, seguirá protocolos de higiene, como uso de máscaras e talheres descartáveis para as refeições.
Os custos que envolvem a montagem e operação do espaço serão pagos pela iniciativa privada, por empresas parceiras da Secretaria Estadual de Educação. O Governo do Estado cedeu o espaço, que está ocioso pela quarentena. A operação será feita por uma instituição da sociedade civil da região, provavelmente da área da saúde.
“A gente vai estar sempre aberto para outros parceiros que topem ajudar porque agora é a hora de juntar todas as forças, governo, comunidade e iniciativa privada”, disse Rossieli.
O Jardim Ângela, de acordo com o último boletim da Prefeitura de São Paulo, do dia 24 de abril, teve 32 mortes pelo novo coronavírus, entre casos confirmados e suspeitos.
Escola estadual de Paraisópolis foi primeiro local a receber iniciativa na cidade.
Divulgação/Governo do Estado
Escolas de Paraisópolis
As escolas Etelvina de Goés Marcucci e Maria Zilda Gamba Natel começaram a operar nesta quarta-feira (29). Juntas, oferecem cerca de 500 vagas. As camas foram montadas nas salas de aula e no ginásio, e terão um biombo de separação entre elas.
A operação é realizada pela União de Moradores de Paraisópolis. “Nós vamos abrigar apenas pessoas testadas positivas e que faça parte de um grupo familiar que tenha idosos ou doentes crônicos”, disse Gilson Rodrigues, presidente da associação. A previsão é que os espaços funcionem ao menos por dois meses.
Coronavírus: escolas são adaptadas para receber pessoas infectadas em Paraisópolis
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By Negócio em Alta