Casos não vão cair imediatamente após platô da pandemia de coronavírus em MG, diz secretário de Saúde


De acordo com Carlos Eduardo Amaral, “estamos vivenciando alta incidência de casos” nesta semana. Saúde de MG volta a afirmar que estado deve ter platô de contaminação do novo coronavírus
Na semana que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) espera ser a de maior incidência de casos confirmados de coronavírus em Minas Gerais, o secretário Carlos Eduardo Amaral afirmou que ainda não se pode esperar uma queda imediata nos números do estado. Esta quarta-feira (15) era o dia previsto para o pico da pandemia.
“Ainda pode haver um pequeno aumento, não tem nenhuma evidência de que vamos continuar crescendo de forma importante. Mas pensar que nós já estamos fora de risco, que daqui pra frente vai cair imediatamente o número de casos, não é muito o que estamos vendo no decorrer da pandemia”, disse Amaral.
O governo acredita que teremos um “platô” — uma incidência maior de casos, ao longo de vários dias, configurando uma estabilidade em um patamar alto.
De acordo com o último boletim epidemiológico da SES, divulgado nesta quarta-feira (15), Minas Gerais tem mais de 82 mil casos confirmados de coronavírus. Até o momento, 1.752 pessoas já morreram em decorrência da doença no estado.
Carlos Eduardo Amaral
Reprodução/Rede Minas
Minas Consciente
O programa “Minas Consciente”, criado pelo governo de Minas Gerais, sugere a retomada gradual de comércio, serviços e outros setores, através da adoção de um sistema de critérios e protocolos sanitários.
Uma determinação judicial da última quinta-feira (9) definiu que as cidades que não aderiram ao “Minas Consciente” devem cumprir normas de distanciamento social e permitir apenas o funcionamento de serviços essenciais. A adesão cabe a cada prefeito e promotores de Justiça vão orientar aqueles de cidades que estão fora do programa.
“O tempo aqui das decisões judiciais e daquilo que é feito no planejamento do poder executivo são naturalmente momentos distintos. Não achamos que houve falta de planejamento ou falta de perceber algum planejamento”, afirmou o secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Amaral.
Assista à entrevista coletiva na íntegra:
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By Negócio em Alta