Após liberação do comércio ambulante no Rio, fiscais da prefeitura vão ao camelódromo da Uruguaiana


Ação pretendia impedir o funcionamento de lojas não essenciais e evitar aglomerações no local. Fiscalização pretendia combater irregularidades que pudessem prejudicar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 na cidade
Divulgação
Agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), estiveram na tarde desta quinta-feira (4) no camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio, para fiscalizar e impedir o funcionamento das lojas não essenciais e evitar aglomerações.
A ação ocorreu horas após a liberação, pela Prefeitura do Rio, da atividade comercial dos 14 mil camelôs licenciados pelo município. Pela manhã, equipes da TV Globo flagraram aglomerações em vários pontos da cidade. Camelôs não usavam proteção, como máscaras.
A fiscalização pretendia combater irregularidades que pudessem prejudicar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 na cidade, segundo a prefeitura. Não houve apreensão de mercadorias.
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Ambulantes liberados
A liberação do trabalho dos ambulantes não estava no primeiro decreto da prefeitura que trazia os detalhes do plano de reabertura gradual da economia na cidade. Porém, foi incluída em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Município, publicada na terça-feira à noite.
De acordo com o novo plano, os camelôs legalizados podem trabalhar sem restrições, desde que sigam o que a prefeitura chama de “regras de ouro” como, por exemplo, higienizar as mãos com álcool em gel a 70% e usar máscaras.
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Especialistas contra reabertura
Alguns especialistas da área da saúde são contra a liberação dos camelôs. Segundo a médica infectologista Margateth Dalcomo, a dificuldade de fiscalizar o cumprimento das normas sanitárias é uma preocupação e pode colocar em risco vendedores e clientes.
“Colocar ambulantes nas ruas, um do lado do outro como eles costumam ficar, sem proteção adequada em detrimento de abrir as lojas de rua, que eventualmente poderiam ter um controle de entrada e de segurança mais organizados, me parece uma medida, de novo, incongruente e sem nenhum respaldo de cuidado com a vida dessas pessoas”, disse a médica.
Ação em Madureira
Um dia antes de liberar o trabalho dos ambulantes, os agentes do município estiveram em Madureira, na Zona Norte, para fiscalizar o comércio do bairro. A força-tarefa municipal orientou 135 ambulantes a desocuparem o espaço público e fecharam 15 estabelecimentos em desacordo com o decreto municipal de combate à pandemia.
O bairro da Zona Norte é um dos 11 com bloqueios parciais e que não estão incluídos na primeira fase do plano de retomada das atividades econômicas da cidade.
Por conta desta restrição, a região segue proibindo a abertura de lojas de móveis e decorações, concessionárias e agências de automóveis, assim como a presença de ambulantes legalizados.
Assim como o bairro de Madureira, outras dez áreas seguem com as mesmas restrições e não entraram na primeira fase do plano de retomada das atividades econômicas.
Os bairros que estão fora da reabertura gradual do comércio são: Santa Cruz, Cascadura, Méier, Pavuna, Tijuca, Guaratiba, Realengo, Taquara, Freguesia e Grajaú, além dos calçadões de Campo Grande e Bangu.
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Infografia: Fernanda Garrafiel/G1
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By Negócio em Alta