
A unidade localizada na Avenida Francisco Glicério, no Centro, constatou aumento no volume de encomendas de 150 para até 500 por dia. Número de encomendas nos correios de Campinas triplica durante a quarentena
A demanda de encomendas nos Correios aumentou 233% na agência central de Campinas (SP) durante o período de isolamento social por conta da quarentena contra o avanço do novo coronavírus. A unidade, localizada na Avenida Francisco Glicério, no Centro, constatou alta diária de 150 para até 500 volumes.
As pessoas que não têm opção de receber em casa – por exemplo quem mora em regiões consideradas de risco – têm enfrentado filas que geram aglomeração, como foi visto na última terça-feira (2). Na manhã desta quinta (4), a fila estava menor e a sinalização de distanciamento foi respeitada.
Agência de correio da Glicério, centro de Campinas (SP), tem aumento de 150 para 500 no volume de encomendas diárias.
Reprodução / EPTV1
No Centro de Distribuição dos Correios em Indaiatuba (SP), a movimentação também é grande por conta do aumento na demanda por entregas. De acordo com o superintendente Pedro Toledo, várias mudanças foram feitas para garantir a segurança dos carteiros e também dos destinatários.
“Nós não estamos exigindo mais que o destinatário assine nas encomendas. O carteiro pergunta o nome do destinatário e ele mesmo anota na encomenda, tira foto e coloca os dados no sistema, evitando assim que haja uma aproximação maior, um contato com os clientes, protegendo os dois”, explica.
Correios registram alta nas entregas durante a quarentena contra o coronavírus em Campinas
Reprodução/EPTV
Opção garante vendas na pandemia
Uma papelaria do município virou uma linha de produção de caixas com encomendas compradas pela internet e são mais de 80 entregas por dia. Segundo a comerciante Barbara Cassola, a loja de materiais escolares nunca tinha feito vendas a distância e, por conta da pandemia, foi preciso adaptar. Os contatos dos clientes começaram por rede social.
“Vendo essa demanda que estava necessitada, a gente começou a aceitar pedidos. Foi muito bom! A gente esperou que fosse ter zero, praticamente, de atendimento, e a gente está conseguindo levar, mantendo todo mundo na loja e mantendo compras nos fornecedores e levando sim.”, contou a lojista.
Compras online são a saída dos lojistas enquanto durar a pandemia, mas tudo indica que o hábito de consumir a distância vai persistir.
“Um sistema que veio para ficar mesmo. A gente já está mais do que certo que o online é o futuro e a gente não vai lagar isso de forma alguma”, afirmou Raquel Contente, comerciante de uma loja de roupa que teve um aumento de 30% nas vendas para clientes de outras cidades.
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Arte/G1
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