
Detran divulgou os dados nesta quarta-feira (3). Estado teve 87 óbitos no primeiro mês fechado de quarentena, o que representa 36% menos em relação ao mesmo mês de 2019. Em abril de 2020, Rio Grande do Sul registrou o menor número de mortes no trânsito da série histórica
Detran-RS/Divulgação
O governo do estado divulgou nesta terça-feira (3) que, em abril, o Rio Grande do Sul registrou o menor número de mortes no trânsito da série histórica. Ou seja, atingiu o patamar mais baixo desde o início do levantamento, em 2007: 87 óbitos no mês.
Foi o primeiro mês completo de distanciamento social devido à pandemia de coronavírus. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran-RS), o índice representa 36% de óbitos a menos do que no mesmo período de 2019, quando o estado registrou 135 mortes.
Comparado aos quatro primeiros meses do ano passado, houve uma diminuição de 16% nos óbitos. Neste ano foram 443 mortes entre janeiro e abril.
De acordo com o Detran, em relação a 2019, os números caíram consideravelmente a partir de março. Neste ano foram registradas 142 mortes; já no ano passado, foram 110.
“Temos de avaliar positivamente essa redução. Especialmente a partir de março, a pandemia de Covid-19 impactou a todos e gerou uma reflexão mais profunda sobre a vulnerabilidade da vida. Acidentes despedaçam famílias e também atingem diretamente o sistema de saúde, tão necessário em tempos de pandemia. Com a queda dos acidentes de trânsito, mais leitos hospitalares podem ser disponibilizados para doentes com coronavírus”, aponta o diretor-geral do DetranRS, Enio Bacci.
Ele pontua, no entanto, que os números do levantamento não devem ser comemorados, pois se tratam de vidas perdidas, ainda que em menor número.
Foram 411 acidentes com mortes nas ruas e estradas do Rio Grande do Sul, 15% menos do que no ano anterior, no qual o estado registrou 484 acidentes com vítimas fatais.
Sábados e domingos são os dias que ocorrem mais acidentes com vítimas, 38,9%, assim como o turno da noite é o mais comum de acontecerem acidentes com mortes. Ele concentra 35,3% dos acidentes com óbitos.
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