
Decreto prioriza o uso da água para o consumo humano e de animais que vivem à beira de rios e lagos. Se o nível do rio Meia Ponte baixar mais que o esperado, o governo poderá controlar os horários de irrigação de lavouras. Governo determina medidas preventivas para evitar falta de água em várias regiões
O governo do estado decretou situação de risco de emergência hídrica nas bacias dos rios Meia Ponte e Piancó, que fica em Anápolis. O decreto publicado nesta quarta-feira (3) prioriza o uso da água para o consumo humano e de animais que vivem à beira de rios e lagos. A medida vale por 210 dias e pretende evitar o racionamento ou falta de água em cidades do estado.
O decreto determina que a captação de água dos rios para atividade agropecuária, industrial, comercial, de lazer e outros usos poderá ser restringida ou suspensa. A secretária estadual de Meio Ambiente, Andreia Vulcanis, disse que a fiscalização rígida nas zonas rurais será a primeira medida imediata.
“Ela será feita de forma mais eletrônica possível, porque estamos instalando equipamentos de medição e vazão do controle e consumo”, explicou Vulcanis.
Segundo o órgão, se o nível do rio Meia Ponte baixar mais que o esperado, o governo poderá voltar a controlar os horários de irrigação das lavouras, por exemplo.
O documento ainda afirma que a Saneago precisará tomar providências para a redução das perdas físicas de água na adução e rede de distribuição e encaminhar mensalmente um relatório das ações e resultados para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o Rio Meia ponte abastece mais da metade das residências de Goiânia, parte de Trindade, Goianira e a região sul de Aparecida de Goiânia. O nível do rio ainda está normal, mas as medidas visam evitar o racionamento ou falta de água nestes locais.
Nível do Rio Meia Ponte reduziu quase que pela metade no ponto de captação, em Goiânia
TV Anhanguera/Reprodução
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