
Tinbot foi programado para conversar pacientes que estão na ala infantil do hospital Santa Casa de Maringá, no Paraná. Robô interage com pacientes e dá dicas de prevenção à Covid-19
O hospital Santa Casa de Maringá, no norte do Paraná, ganhou um reforço no combate ao novo conoravírus. Um robô interage com pacientes e dá dicas de como se prevenir da doença.
O novo profissional veio do futuro, tem meio metro de altura, é feito de plástico e sabe tudo de coronavírus. Giulia Barbosa, que tem 12 anos, fez várias perguntas ao Tinbot.
Giulia: Como me protejo do coronavírus?
Tinbot: Para se proteger você deve lavar as mãos com água e sabão sempre e várias vezes ao dia.
Giulia: Posso colocar as mãos na boca?
Tinbot: Nem pense em colocar as mãos sujas na boca, olhos ou nariz . Não deixe esse vírus te pegar.
O robô é o maior sucesso na ala infantil da Santa Casa. Ele foi programado para interagir com os pacientes, respondendo algumas perguntas sobre o vírus,
“Achei legal, diferente. Normalmente são as pessoas que falam, tipo médico ou no jornal “, disse Giulia Barbosa, de 12 anos.
“É uma distração. De certa forma, a criança vai ficar menos nervosa porque ao falar que vai no médico já pensa que vai tomar injeção ou esse tipo de coisa. O robozinho tira aquela coisa pesada de hospital, que vai judiar “, relata a mãe de Giulia, Caroline Moreira Barbosa.
O Tinbot foi desenvolvido por uma empresa maringaense de tecnologia. Originalmente, foi idealizado para atendimento ao público em hotéis, comércios e empresas.
Por meio de uma parceria entre a empresa e o hospital, o robô ganhou essa missão especial durante a pandemia e tem sido um reforço importante para as equipes de saúde.
“Temos atendido crianças com crises de ansiedade, não sabem o que vai ser, tem a questão da pandemia, é muita informação. Trazer alguma coisa lúdica, algo que ela possa aprender e ao mesmo tempo possa ser divertido, é bem positivo”, resume a pediatra Eloah Herrera .
A Santa Casa de Maringá é o primeiro hospital a receber o Tinbot. A partir dessa experiência, a empresa pretende melhorar as funcionalidades do robô e futuramente ajudar outras unidades de saúde.
“É muito gratificante saber que estamos ajudando. Porque, diretamente, uma pessoa da área de tecnologia, de software, pode não ter o contato direto com a área da saúde. No entanto, indiretamente, podemos ajudar”, contou Marco Diniz, sócio da empresa DB1.
Robô ajuda crianças a se divertirem em hospital de Maringá
Reprodução/RPC
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