De 61,7% em março, o índice atingiu 62,5% em maio. Famílias cariocas precisam se reinventar para ter renda durante isolamento social. Taxa de endividamento apresenta alta pelo 2º mês consecutivo no Rio de Janeiro
O número de famílias endividadas no Rio de Janeiro cresceu pelo segundo mês consecutivo, segundo levantamento da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio). De 61,7% em março, o índice atingiu 62,5% em maio.
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A entidade informou que a marca foi ainda menor do que a previsão. O economista da Fecomércio Rafael Zanderer afirmou que o crescimento é moderado e as famílias devem recorrer ao crédito.
“Uma sequela que esse confinamento vai deixar é no rendimento das famílias. É normal que, diante desse cenário, as famílias recorram ao crédito para pagar as suas despesas. Mas, o aumento é moderado porque as famílias estão mais conscientes na tomada do crédito porque não sabem o que vai acontecer com a renda deles”, disse Zanderer.
Apesar da economia ter sinais de retomada, famílias estão passando por dificuldades. Em alguns casos, foi preciso se reinventar para conseguir ter renda durante a pandemia.
“Eu e minha esposa ficamos sem trabalho. Tivemos que arrumar uma saída para continuar sobrevivendo. Estamos vendendo pudim, mas o dinheiro do pudim não está dando para pagar a conta de água que ´´e a mais barata. Aluguel e tudo estão atrasados. Está muito difícil”, disse o autônomo Jorge Pereira Tavares.
“Lembrando que essas contas que forem para outro momento terão que ser pagas. Não pode esquecer que tem uma dívida futura”, alertou a educadora financeira Cristiane Lupes.
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