PF abre inquérito para investigar vazamento de dados de Bolsonaro, filhos e ministros

Vazamento foi feito pelo grupo Anonymous do Brasil, que faz parte de um grupo internacional composto de hackers que invadem criminosamente arquivos na internet desde 2003. PF abre inquérito para investigar vazamento de dados de Bolsonaro, filhos e ministros
A Polícia Federal determinou abertura de inquérito para apurar vazamento criminoso de dados pessoais do presidente Bolsonaro, de filhos dele, ministros e aliados do governo.
O vazamento criminoso expôs dados do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos dele – o senador Flávio Bolsonaro, sem partido, o deputado Eduardo Bolsonaro, do PSL, e o vereador Carlos Bolsonaro, do Republicanos -; dos ministros Abraham Weintraub, da Educação, e Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos.
Também foram divulgadas informações do deputado estadual Douglas Garcia, do PSL de São Paulo, e do empresário Luciano Hang. Na semana passada, os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão da operação contra as fake news.
O vazamento foi feito pelo grupo Anonymous do Brasil, que faz parte de um grupo internacional composto de hackers que invadem criminosamente arquivos na internet desde 2003. Na noite desta segunda (1º), eles publicaram dados que vão de informações públicas, como os nomes completos e datas de nascimento das vítimas, mas também a dados pessoais, como números de documentos, endereços e telefones, inclusive de parentes. Também vazaram informações sobre registros de empregos, renda, bens como imóveis e automóveis, e notas de crédito. Os dados foram vazados em uma rede social, que apagou as postagens e baniu a conta do perfil.
Logo cedo nesta terça (2), o ministro da Justiça, André Mendonça, anunciou numa rede social que “determinou à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e demais autoridades. As investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas”.
O presidente escreveu: “Em clara medida de intimidação, o movimento hacktivista ‘Anonymous Brasil’ divulgou dados do presidente da República e familiares”; “Medidas legais estão em andamento para que tais crimes não passem impunes”.
As demais vítimas do vazamento confirmaram que tiveram suas contas invadidas e pediram investigação. O empresário Luciano Hang disse que os seus documentos foram usados para pedir o auxílio emergencial do governo. O ministro Weintraub disse que ele e a família estão sendo ameaçados de morte.

By Negócio em Alta