Quase metade dos atendimentos nos hospitais de Mogi para Covid-19 é de moradores de outros municípios, diz secretário


Número foi apresentado pelo secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, em reunião na Câmara. Secretário Henrique Naufel esteve na Câmara de Mogi e apresentou dados sobre enfrentamento da Covid-19 na cidade
Diego Barbieri/CMMC
Quase metade dos atendimentos realizados nos hospitais de Mogi das Cruzes, cerca de 45,3%, para Covid-19, é de moradores de outros municípios. O número foi apresentado pelo secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, na Câmara dos Vereadores. Até esta terça-feira (12) a cidade tinha registrado 38 mortes confirmadas pela doença.
O secretário esteve na Câmara na terça a convite dos vereadores para prestar esclarecimentos sobre as ações da pasta no combate à pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus.
Segundo dados apresentados pelo secretário na reunião 45,3% dos atendimentos realizados nos hospitais da cidade – relativos à infecção pelo novo coronavírus – são de pessoas que residem em outros municípios, como Suzano (16,3%), São Paulo (6,3%), Poá (4,4), Itaquaquecetuba (4,4%), Ferraz de Vasconcelos (3,6%), entre outras.
Durante o encontro, o vereador Mauro Araújo questionou o uso de leitos do Hospital Municipal por moradores de outras cidades, que são direcionados por meio do sistema Cross do Estado. O parlamentar argumentou que boa parte dos recursos recebidos pelo hospital são municipais. “Tenho dificuldade de entender o porquê do Hospital Municipal, que recebe boa parte dos recursos municipais, fazer parte do Cross”.
O secretário respondeu destacando o caráter universal do SUS. “O Sistema Único de Saúde (SUS) é um direito do cidadão. Não posso fechar a porta para eles. Longe do que todos dizem, o SUS é quem está segurando. As cidades não se prepararam como Mogi está preparada e o sistema está funcionando”, afirmou.
De acordo com Naufel, Mogi das Cruzes possui 89 leitos de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19 em hospitais públicos e privados. A taxa e ocupação desses leitos, até terça-feira era de 55% (49 ocupados). No caso dos leitos de enfermaria – exclusivos para tratamento da Covid – são 129 disponíveis, com 68 ocupados, taxa de ocupação de 53%.
Hospital de Campanha
Os vereadores também questionaram o secretário sobre o motivo pelo qual o hospital de campanha ainda não está funcionando.
Segundo Naufel, a ideia é começar a usar o hospital quando a capacidade dos leitos atingir cerca de 70% de ocupação.
“Seria um custo muito mais elevado manter o hospital aberto sendo que não há necessidade nesse momento. Estamos conseguindo trabalhar muito bem nos leitos de UTI”. O secretário ressaltou que o hospital de campanha será composto de leitos de enfermaria e não de UTIs.
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By Negócio em Alta