A enfermeira inglesa Florence Nightingale é considerada fundadora da enfermagem moderna, há exatos 200 anos. Dia Internacional do Enfermeiro homenageia mulher que virou referência na profissão
Doze de maio é o Dia Internacional do Enfermeiro em homenagem ao nascimento da mulher considerada fundadora da enfermagem moderna, há exatos 200 anos.
Ela não enfrentou uma pandemia, mas conheceu a linha de frente de uma guerra. A enfermeira inglesa Florence Nightingale socorreu os soldados britânicos na Guerra da Crimeia, no século 19.
Naquela rotina sangrenta, ao lado de sua inseparável lamparina, ela observou que os soldados morriam mais de infecções do que dos ferimentos. O ambiente era muito sujo.
Florence, então, mandou a tropa cuidar da tal da “higiene”, palavra incomum na época. A limpeza do lugar e das pessoas era vital. Ela salvou tantas vidas que aquela guerra não teve um herói, mas uma heroína, coisa rara.
E passou a ser a maior defensora do que tanto se repete agora: lavar as mãos sempre que possível, e direito.
Tempos depois, foi ela que ficou doente. Mesmo de cama, num isolamento forçado, Florence continuou produtiva. Escreveu um livro que virou referência mundial na área da saúde. Morreu, aos 90 anos, de complicações de uma infecção.
A pandemia do novo coronavírus fez as homenagens a Florence ganharem ainda mais significado nesta terça-feira (12). Lembrar a história da “mãe da enfermagem” é homenagear todas as enfermeiras e enfermeiros num momento tão importante como esse.
O sobrenome de Florence batiza todos os hospitais de campanha do Reino Unido que atendem vítimas do coronavírus. Uma homenagem a aqueles que mudam a vida de tanta gente.
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