
Levantamento é desenvolvido por uma universidade da região em parceria com a prefeitura e o Instituto de Pesquisa Catarinense. Criciúma pode ter mais de 17,2 mil pessoas com coronavírus, diz pesquisa
Em Criciúma, no Sul do Estado, a prefeitura concluiu a segunda etapa da pesquisa por amostragem com os testes rápidos aleatórios e a projeção do estudo aponta que a cidade pode ter mais de 17,2 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O levantamento é desenvolvido por uma universidade da região em parceria com a prefeitura e o Instituto de Pesquisa Catarinense.
O estudo tem quer identificar, por meio de amostragem, quantas pessoas estão com Covid-19 e indicar para a administração municipal as medidas mais assertivas no combate à doença.
“Fazer testes é fundamenta. Como não se consegue fazer testes em toda a população, se faz por uma amostragem aleatória, amostragem essa que representa a totalidade da população”, disse Acélio Casagrande, secretário de Saúde de Criciúma.
Para essa pesquisa, Criciúma foi dividida em seis macrorregiões, e os testes foram divididos conforme o número de moradores desses locais. A partir daí, foi feito um sorteio que indicou as residências onde as testagens seriam aplicadas.
“Nós partimos do princípio que toda a população de Criciúma tinha probabilidade de ter essa doença, Então, partindo desse princípio, nós montamos um plano amostral da mesma forma que um plano amostral para uma eleição”, disse Renato Rampinelli, diretor do Instituto de Pesquisa Catarinense.
Criciúma pode ter mais de 17,2 mil pessoas com coronavírus, diz pesquisa
Reprodução/NSC TV
Os primeiros 500 testes da pesquisa foram aplicados entre os dias 20 e 24 de abril, e 11 deram positivo, um total de 2,2% de casos confirmados. A segunda etapa, com mais 500 testes, começou no dia 5 e terminou nesta semana. O número de infectados passou pra 40, o que representa 8% de casos confirmados e um aumento de 263% em um período de 15 dias.
Aplicando esse percentual de 8% ao número de moradores, o secretário de Saúde afirma que há milhares de pacientes com a doença no município. “Eu posso assegurar: Criciúma hoje tem 17,2 mil pessoas infectadas”, declarou.
Quem também garante esse número é uma das professoras responsáveis pela pesquisa, aprovada pelo Conselho de Ética da universidade e reconhecida pelo Ministério da Saúde. Segundo ela, os dados ainda estão sendo analisados, para depois os indicadores serem repassados ao município.
“A função do pesquisado, principalmente em saúde pública, é essa, fazer um projeto, bem feito, bem elaborado, fazer as coletas bem feitas, bem elaboradas, e com isso dar suporte para que os gestores da saúde tomem as devidas providências”, disse Maria Inês da Rosa, pesquisadora e epidemiologista.
Apesar de ainda não ter todos os indicadores prontos, alguns dados já foram revelados. Segundo a pesquisa, dos 17.215 casos estimados de infectados, mais de nove mil não apresentavam sintomas da doença. E os 40 confirmados na segunda etapa dos testes estavam no auge da contaminação, transmitindo o vírus para outras pessoas.
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