
Índice teve leve alta para 49% na capital paulista, no primeiro dia de rodízio de veículos ampliado na cidade. Movimentação na estação da Luz da CPTM e Metrô, no Centro de São Paulo, nesta terça-feira (12)
Andrerson Lira/Estadão Conteúdo
A taxa de isolamento social no estado de São Paulo ficou em 48% nesta segunda-feira (11), segundo dados do Governo de São Paulo divulgados nesta terça-feira (12). O número representa uma leve alta para um dia de semana, já que na sexta-feira (8) o estado registrou o pior índice desde o início da quarentena, com 46%.
Neste Dia das Mães (10), também foi registrada o pior valor para um domingo desde o início da quarentena obrigatória: 53%.
Na capital, a taxa de isolamento social nesta segunda-feira foi de 49%, no primeiro dia de funcionamento do rodízio ampliado de veículos. Na avaliação do prefeito Bruno Covas (PSDB), o número, ao ser comparado com o contabilizado na sexta (8), mostra que a decisão da gestão municipal foi acertada. (leia mais abaixo)
Os valores, no entanto, continuam abaixo da meta estipulada pelo governo de 55% a 60% para reconsiderar a flexibilização do fechamento do comércio não essencial. Na sexta-feira (8), Doria decidiu prorrogar a quarentena em todo o estado até 31 de maio devido à velocidade de propagação do novo coronavírus pelos municípios.
A taxa ideal de isolamento social estipulada pelas autoridades de saúde para conter o avanço da doença e não sobrecarregar o sistema de saúde é de 70%. Mas o estado nunca atingiu essa meta, registrando a melhor taxa de 59% apenas em alguns domingos.
Nesta terça-feira (12), São Paulo já contabiliza 3.949 mortes pela Covid-19 e 47.711 casos confirmados da doença no estado.
Há 9,5 mil pacientes internados com sintomas da doença no estado de São Paulo, sendo 3.720 em UTI e 5.815 em enfermaria. A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento à Covid-19 é de 69,1% no estado e de 85,7% na Grande São Paulo.
Rodízio ampliado na capital
Bruno Covas diz que precisa da ajuda da população para flexibilizar isolamento
A cidade de São Paulo registrou índice de isolamento de 49,3% de nesta segunda-feira (11), primeiro dia em que o rodízio ampliado e restritivo entrou em vigor, segundo revelou o prefeito Bruno Covas (PSDB) na manhã desta terça (12), em entrevista à GloboNews.
Na avaliação do prefeito, o número, ao ser comparado com o contabilizado na sexta (8), mostra que a decisão da gestão municipal foi acertada.
“O índice de isolamento, que era de 46% nesta sexta-feira, foi de 49,3% nesta segunda-feira (11). Um aumento de quase 10% em relação ao índice de sexta-feira. Mostra que estamos no caminho de voltar aos 55% e 60%, que nós tínhamos no começo da quarentena. Eu já me comprometi, voltando a este índice, a gente volta a suspender o rodizio na cidade de São Paulo”, afirmou Covas.
Comparando os índices registrados entre as últimas segundas-feiras, entretanto, a elevação é muito menor. No dia 4 de maio, a capital paulista registrou índice de 48%.
Ainda segundo Covas, em relação ao número de carros, a restrição provocou a diminuição de 1,5 milhões de veículos. “O que significa 1,9 milhões de pessoas deixando de circular de carro”, defendeu.
O prefeito também afirmou que a cidade registrou um aumento de 270 mil pessoas no transporte público municipal, o que representa uma elevação de 6%.
“Nós não tivemos nenhum relato, seja no pico da manhã, seja no pico da tarde, de ônibus superlotados na cidade de São Paulo. Nó estamos acompanhando a movimentação no trem e no metrô, que são de responsabilidade do governo do estado”, disse.
O impacto do novo rodízio na CPTM
Congestionamento
A cidade de São Paulo registrou 2 km de congestionamento na manhã desta terça-feira (12), segundo dia do rodízio ampliado e mais restritivo. Usuários dos transportes coletivos relataram filas e aglomerações em plataformas de estações do Metrô e da CPTM.
A medida entrou em vigor a partir da meia-noite desta segunda (11). O objetivo da prefeitura é restringir a circulação para que a taxa de isolamento social fique acima de 60%.
Na manhã desta terça-feira (12), a CET registrou pico de congestionamento de 2 km, entre 8h e 8h30, enquanto que na semana passada, quando a gestão municipal fez interdições em grandes vias da cidade, o pico de congestionamento foi de 10km, às 10h.
Ainda de acordo com a CET, nesta manhã foi registrado pico de lentidão de 7 km, às 8h. Número abaixo dos 19 km registrados no mesmo horário da terça-feira passada.
A SPTrans diz ter contabilizado um percentual de passageiros de 37% dos 9 milhões transportados, em média, por dia útil, antes da quarentena, enquanto a frota foi reforçada e está em 65,5%.
Decreto presidencial
Covas também voltou a criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia no país.
“A postura do presidente não colabora com o isolamento. Ele tem inúmeros pronunciamentos mantendo a linha de que o vírus é uma bobagem, uma gripezinha, que não tem problema as pessoas saírem de casa. Eu acho que, se ele mostrasse para as pessoas o quanto é importante ficar dentro de casa, já colaborava muito com a prefeitura e com o governo do estado, já que aqui é o epicentro da crise”, defendeu.
O prefeito afirmou que a gestão municipal e o governo do estado avaliam se é possível permitir o funcionamento de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais”, conforme decreto editado pelo presidente e publicado em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta terça (12). 12 estados e do Distrito Federal se posicionaram contra a inclusão das atividades.
“Estamos no dia de hoje verificando com o pessoal da vigilância sanitária se é possível fazer essa abertura. A Ideia é que até o dia de amanhã a gente possa anunciar o que fazer”, afirmou o prefeito.
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