Minas Gerais já tem mais casos de dengue do que soma do total de 2017 e 2018


Segundo Secretaria de Saúde, estado registrou 64.110 casos prováveis da doença em 2020. Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus
Pixabay/Divulgação
Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), nesta terça-feira (12), apontam que Minas Gerais já registrou 64.110 casos prováveis de dengue.
Em comparação com o ano passado, quando o estado viveu uma grande epidemia de dengue, a situação é bem mais tranquila. Mas o boletim epidemiológico da SES aponta que o total de casos prováveis em 2020 já supera a soma dos casos registrados em 2017 e em 2018. Juntos, esses dois anos tiveram pouco mais de 56 mil casos prováveis.
De janeiro a abril de 2020, foram 62.720 casos prováveis de dengue, cerca de 250% a mais do que no mesmo período de 2017 e cerca de 280% a mais do que em 2018. Já em comparação com os quatro primeiros meses de 2019, houve queda de aproximadamente 77%.

Até o momento, cinco mortes provocadas pela doença foram confirmadas em Minas. Segundo a SES, os óbitos foram em Alfenas, Medina, Guaxupé, Itinga e Carneirinho. Há, ainda, 26 mortes em investigação.
Zika e chikungunya
Em relação à chikungunya, foram registrados em 2020, até o momento, 1.234 casos prováveis da doença. Há um óbito suspeito em Campo Belo.
Já em relação à zika, foram registrados 297 casos prováveis, sendo 34 em gestantes.
Mudanças nas visitas de agentes
Com a pandemia de coronavírus, o trabalho de agentes de combate à dengue teve mudanças em Belo Horizonte, onde já foram registrados mais de 2,2 mil casos.
De acordo com o diretor de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Eduardo Viana, os profissionais continuam fazendo as visitas à residência, mas com orientações diferenciadas. Segundo ele, os agentes devem usar máscara, além de seguir toda a etiqueta respiratória e os cuidados de higiene.
“Nós temos o papel fundamental de continuar eliminando os criadouros e ter uma atenção redobrada, haja vista que, fora a situação dos hospitais em termos de acesso e de lotação para o cuidado em relação à Covid-19, nós temos risco de sobrecarregar o sistema de saúde com casos de dengue, zika e chikungunya”, diz.

By Negócio em Alta