
Protesto ocorreu na manhã desta terça-feira, 12, em frente ao hospital. Funcionários do Barros Barreto prostestam em frente ao Hospital
Enfermeiros do Hospital Barros Barreto, em Belém, protestaram nesta-terça-feira (12), em Belém. Eles denunciaram a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) para a prevenção à contaminação pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) e o excesso de burocracia para consultas e internações de funcionários doentes. O G1 entrou em contato com o Hospital Barros Barreto e aguarda o posicionamento.
De acordo com a enfermeira Zila Camarão, a direção do hospital informou que apenas os profissionais da saúde que estiveram trabalhando diretamente com pacientes com a Covid-19 devem receber o equipamento. No entanto, a enfermeira denunciou que há funcionários que trabalham no setor de enfermaria que está adoecendo e morrendo.
Além disso, a funcionária pediu menos burocracia por parte da direção do hospital para a internação dos profissionais com a Covid-19 que trabalham no local.
“Queremos consultas e internações imediatas aos servidores porque a diminuição está sendo grande do quadro de enfermagem do tratamento do pessoal da saúde. Nós estamos perdendo colegas morrendo, literalmente. Temos colegas que estão internados e entubados no CTI. Nós temos essa preocupação”, alertou Zila.
“O que o hospital está exigindo é que a gente entre no sistema de regulação para que possamos ser atendidos e internados. Porque o qual rápido o profissional de saúde for atendido, mas rápido ele se recupera para prestar o serviço à sociedade novamente”, disse.
Funcionários denunciam a falta de EPIs no Hospital Barros Barreto em Belém
Carlos Brito/TV Liberal
Outro ponto tocada pela Zila Camarão durante o protesto foi que a direção do hospital não liberou os funcionários que estão no grupo de risco para a doença.
“Também a liberação dos trabalhadores de grupo de risco, que não estão sendo respeitados, eles estão permanecendo. Inclusive, os colegas que foram à óbito e os que estão no CTI eram da área de risco, solicitaram a liberação e não foi atendido”, falou a enfermeira.
“Nós pedimos o respeito à vida, o respeito aos trabalhadores porque nós estamos na frente de luta e precisamos também ser valorizados”, concluiu.
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