
Determinação de Crivella autoriza apenas movimentação de moradores em algumas regiões da cidade. Comércio em comunidade também será fechado. Mapa mostra os bairros que terão bloqueios a automóveis no Rio
Reprodução/TV Globo
Começam nesta terça-feira (12) os bloqueios de circulação em alguns bairros do Rio, que foram determinados pelo prefeito Marcelo Crivella. As medidas de isolamento social mais rígido permitem que apenas moradores podem circular de carro em regiões específicas.
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Os bairros com restrição de mobilidade são:
Santa Cruz;
Madureira;
Freguesia;
Taquara;
Realengo;
Guaratiba;
Tijuca (Praça Saens Peña);
Grajaú;
Méier;
Pavuna; e
Cascadura.
O anúncio foi realizado na manhã desta segunda-feira (11), durante uma coletiva de imprensa, e o período de vigência das medidas sera entre os dias 12 a 18 de maio.
A prefeitura determinou ainda que lanchonetes e restaurantes devem permanecer de portas fechadas. A possibilidade de comprar o produto e sair do local estava causando aglomerações.
“Esses estabelecimentos ficam proibidos de funcionar pelos próximos sete dias, a não ser que estejam com as portas fechadas. Sem mesas, sem aglomeração. Pedimos que bares restaurantes e lanchonetes fechem as portas”, disse o prefeito.
“O que nós constatamos é que nessa abertura, para tirar os alimentos, havia consumo no local. Então, pode ser delivery ou drive-tru, ou até mesmo take away, desde que seja de portas fechadas”, completou Crivella.
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Veja outras proibições:
A realização de apostas presenciais em agências lotéricas;
Estacionamentos de veículos particulares na orla marítima da cidade, entre as praias do Leme e a do Pontão, exceto para os veículos de proprietários que residam nas proximidades;
O funcionamento de bares (até então, podiam abrir para delivery);
O acesso de veículos particulares de não moradores às regiões centrais dos seguintes bairros, além de aos respectivos calçadões: Santa Cruz, Freguesia Jacarepaguá, Taquara Jacarepaguá, Realengo e Guaratiba na Zona Oeste; Tijuca – Praça Saens Pena, Grajaú, Pavuna, Cascadura, Madureira e Méier, na Zona Norte;
A abertura de todo o comércio nas comunidades da cidade, com exceção de supermercados e farmácias;
A realização de obras, com exceção das emergenciais, assim entendidas as imprescindíveis ao bom funcionamento das instalações.
Crivella durante coletiva de imprensa no Rio
Henrique Coelho/G1 Rio
Movimentação na Rocinha no domingo de Páscoa
Arquivo Pessoal
Comércio fechado nas comunidades
O comércio nas comunidades será fechado pelos próximos 7 dias, com exceção de farmácias e supermercados.
O secretário de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, disse a primeira comunidade que receberá a ação conjunta da Guarda Municipal com a Polícia Militar será a Rocinha.
“Rocinha, Cidade de Deus. A primeira comunidade que a gente vai agir com mais rigor no Disk Aglomeração é a Rocinha”, explicou ele. Haverá apoio da UPP na Rocinha para as ações em conjunto”, disse.
Carros de aplicativo de carona estão liberados
O prefeito Crivella informou ainda que apenas obras emergenciais serão realizadas no mesmo período. Segundo ele, carros de aplicativo de transporte e de abastecimento podem circular nos bairros que serão afetados pela determinação da prefeitura.
“Nos bairros, você pode deixar carros passarem para fazer um eventual abastecimento, alguma coisa assim. Na orla é que nós estamos proibindo que os carros saiam dos bairros e venham para a orla, para ir à praia. Pedimos às pessoas que nos próximos sete dias não façam isso”, disse o prefeito.
Sobre possíveis multas para quem descumprir as medidas anunciadas nesta segunda, Crivella disse que a regulamentação será feita após a publicação do decreto.
“A regulamentação vai ser feita depois do decreto ser publicado, então não tem multa por enquanto. Primeiro o decreto, depois a multa” , afirmou Crivella.
‘Lockdown’
O prefeito afirmou que dois motivos impedem a adoção de um bloqueio total do município. O primeiro, segundo ele, é a falta de cestas básicas para distribuição em caso de bloqueio total e irrestrito.
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“Ainda não recebemos a ajuda de cestas básicas que estávamos esperando. Houve uma ajuda prometida. Se tivéssemos 500 mil cestas básicas, nós poderíamos até imaginar um lockdown de 10 dias e distribuindo cestas básicas para todas as pessoas que tivessem necessidade”, disse Crivella, afirmando que as cestas básicas viriam dos governos estadual e federal.
O segundo motivo, segundo ele, está previsto na legislação, uma vez que não é possível impedir o direito de ir e vir da população não infectada pela Covid-19.
“A segunda coisa é questão jurídica. No estado de calamidade que estamos, decretada pelo governo federal, não temos autoridade jurídica para impedir o sagrado direito de ir e vir das pessoas saudáveis”, pontuou o prefeito.
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