
Marluce Gomes foi gravada xingando profissionais da Saúde em frente ao Palácio do Planalto. Renan da Silva Sena, que também aparece em vídeo insultando enfermeiras, deve depor nesta terça-feira (12). Empresária agrede enfermeiros durante protesto no DF
A empresária Marluce Gomes, de 44 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira (11), na 5ª Delegacia de Polícia, da Asa Norte, em Brasília. Ela foi gravada xingando enfermeiras que participavam de um protesto em que trabalhadores da saúde levaram cruzes para a frente do Palácio do Planalto para simbolizar as mortes pela Covid-19, no dia 1º de maio (veja vídeo acima).
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Reprodução
A Polícia Civil não deu informações sobre o depoimento. O G1 não conseguiu falar com a empresária.
Renan da Silva Sena, que também parece no vídeo, foi chamado à delegacia para depor nesta terça-feira (12). Ele era terceirizado do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e foi substituído por outro funcionário após a divulgação das imagens.
Homem que agrediu enfermeiras em protesto no DF não comparecia ao trabalho desde abril
Segundo o MMFDH, desde março Renan trabalhava em home office por ser grupo de risco para o novo coronavírus. No entanto, conforme a G4F Soluções Corporativas Ltda, responsável pela contratação, em abril o engenheiro eletricista “parou de atender as chamadas do ministério” e não foi mais localizado.
Renan Sena e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira(6).
G1
Depoimentos das vítimas
De acordo com a Polícia Civil, cinco vítimas prestaram depoimento. O Ministério Público do DF deu até 4 de junho para que os investigadores apresentem o resultado do inquérito policial. Os Conselhos Federal e Regional de Enfermagem pediram urgência na investigação.
O grupo de enfermeiros que participava do protesto registrou o momento em que Renan da Silva Sena, vestido de verde e amarelo começou a filmar os profissionais. Na camisa, ele estampava os dizeres “meu partido é o Brasil”.
Vídeo mostra confusão com manifestante vestido de verde e amarelo
Em seguida, ele se exaltou, gritou com os manifestantes, tentou impedir o ato e chamou uma enfermeira de “medíocre”. Na imagem, ele parece segurando a mulher com força (veja vídeo acima) e e é contido pelos enfermeiros.
Depois, da confusão, o grupo deixou o local, acompanhado de policiais militares.
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