Caminhoneiros não param durante a pandemia e 24 são diagnosticados com Covid-19 no Tocantins


Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, deste total, a metade mora no estado e a outra metade, são pessoas de outras regiões do país. Caminhoneiros não param durante a pandemia
Reprodução/TV Anhanguera
Na estrada, o caminhoneiro que corta o Brasil para transportar a carga tem enfrentado desafios que vão além de problemas mecânicos no veículo ou do tempo para entregar a mercadoria. Desde o surgimento da pandemia, muitos desses profissionais foram contaminados ou mortos pela Covid-19. Só no Tocantins, até sábado (9), 24 foram diagnosticados com a doença, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
Deste total, 12 moram no Tocantins e a outra metade é de outros estados, mas passam pelas rodovias tocantinenses para fazer o trajeto, principalmente pela BR-153. Entre as vítimas que morreram por causa do novo coronavírus, quatro eram caminhoneiros, sendo que dois moravam no estado e dois em outras regiões.
Esses casos foram descobertos após testes rápidos feitos em vários municípios. As ações acontecem de norte a sul do Tocantins. No terminal de cargas em Porto Nacional, os motoristas também estão recebendo kits de higiene e lanches, além de orientações.
Mas nem todos conseguem ter acesso a esses serviços. O trecho exige companheirismo como o do seu Nilson e da dona de casa Angela Maria Rossato. O Dia das Mães, celebrado neste domingo (10) foi fora de casa para acompanhar o marido. A mensagem dos filhos foi recebida pelo telefone.
“Ah, [disseram] feliz dia das mães, que queriam dar um abraço, um beijo, mas assim que a gente cehgar vai ter isso aí. Mas vamos aguardar. É difícil porque eu tenho três filhos, homens, seis netos, mas eu tenho que acompanhar o marido para ele estar mais animado com as lutadas da estrada. A gente vai junto”, disse ela.
Caminhoneiros enfrentam desafios para trabalhar durante a pandemia
Mortes de caminhoneiros
No último sábado (9), Gurupi confirmou a morte de um caminhoneiro, de 56 anos. A prefeitura informou que ele era hipertenso, ex-fumante e tinha feito uma viagem recente. Ele apresentou sintomas leves da doença e foi atendido na UPA no dia 4 de maio. Depois, foi encaminhado para o Hospital Regional, que fica na cidade, mas não resistiu.
O caminhoneiro tocantinense Valdir Conceição Teles, de 52 anos, morreu no dia 28 de abril, após ser internado no Hospital Geral de Palmas (HG). O homem era diabético e havia viajado recentemente ao Maranhão.
Antonio Muller, de 56 aos também motorista de caminhão, morreu no Hospital Regional de Araguaína, vítima do novo coronavírus. Ele estava apenas de passagem pelo estado e procurou por socorro em Tocantinópolis após se sentir mal durante a viagem. Depois foi encaminhado para Araguaína. Ele era morador de Dourados (MS) e o caso foi notificado neste município.
O caminhoneiro do Pernambuco Jorge Luiz Pires, de 64 anos, também não resistiu. Ele era morador de São Lourenço da Mata (PE) e foi internado no HGP com sintomas da Covid-19 e morreu dois dias depois, no dia 29 de abril. A Secretaria Estadual da Saúde informou que ele tinha problemas cardíacos, já havia sofrido três infartos e estava no grupo de risco para a doença.
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By Negócio em Alta