
Gêmeos tinham cinco anos quando foram adotados por Elis Regina Prates e pelo marido dela. Elis e os filhos quando ainda eram crianças
Arquivo pessoal
A vida da assistente social Elis Regina Prates, que mora em Acorizal, a 70 km de Cuiabá, mudou completamente depois que se tornou mãe de gêmeos, por meio da adoção.
Leandra Gabriela Alves Prates e Leandro Henrique Alves Prates tinham cinco anos de idade. Elis não os conhecia pessoalmente. Ela ouviu a história das crianças e entrou com o processo de adoção.
A irmã Elen Luci Prates estava na Santa Casa de Pontes e Lacerda, onde morava na época, acompanhando um amigo que havia passado mal. Enquanto esperava por atendimento, ouviu duas mulheres comentando sobre o caso dos gêmeos e decidiu compartilhar história.
Elis afirmou que já pretendia adotar em algum momento e quando soube do caso se interessou.
Ela e o então marido entraram com o processo no dia 31 de janeiro de 2010 e sete meses depois saiu a adoção. Eles pularam a etapa de guarda provisória, que é o processo de adaptação da criança, e já saiu da audiência com o termo de adoção definitivo, o que não é o usual.
Crianças estavam com cinco anos à época
Arquivo pessoal
Elis conta que na família tem vários casos de adoção. Se envolveu com a profissão, mas sempre achava que ia adotar somente uma criança. Além de ter se casado mais tarde, uma gravidez teria riscos e optou por não engravidar.
No processo de adaptação houve ‘altos e baixos’.
Leandro era mais agitado, enquanto Leandra era mais calma, mas ambos com suas características de personalidade. Foi rápido para se acostumarem a chamá-la de mãe.
“Amar vale a pena em quaisquer circunstância, o que a gente tem é amor. Nós brigamos sim, há cobrança, e é difícil, mas eu ou criar meus filhos para serem pessoas de bem, com responsabilidade e alegria. A adoção vale a pena”, afirma.
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