Relação entre mãe e filha que são profissionais da área de saúde, se fortalece durante a pandemia do novo coronavírus em Petrolina


Recepcionista na área de Covid-19 da UPA, Nathália Yasmine dos Santos e sua mãe, a agente de saúde, Cândida Rosa dos Santos estão morando juntas temporariamente. Elas compartilham inseguranças e encontram forças uma na outra para enfrentar as dificuldades. Mãe e filha encontram forças uma na outra para lidar com a pandemia em Petrolina
Arquivo Pessoal
Com o distanciamento social necessário para evitar a transmissão do novo coronavírus, muitas famílias terão um dia das mães diferente neste domingo (10). Para as mães e filhos que também são profissionais da saúde, o momento tem um peso ainda maior. É o caso da recepcionista noturna na área de Covid-19 da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Petrolina, Nathália Yasmine dos Santos e sua mãe, a agente de saúde, Cândida Rosa dos Santos.
“Em virtude de tudo isso que está acontecendo, passamos a valorizar momentos e saber o significado e importância das pessoas em nossas vidas. Isso é o mais importante para mim, pois em meio a tudo isso estou ao lado de quem amo e merece o meu amor”, explica Nathália que está morando temporariamente com sua mãe, duas irmãs e seu filho durante a pandemia.
Cândida e as filhas celebrarão o Dia das Mães juntas
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Para Cândida, ter a família por perto neste período, significa somar forças para vencer o medo. “Uma dá força para a outra. Tento não ter medo porque penso muito nas pessoas que acompanho, são famílias em situação de vulnerabilidade, que enxergam em mim uma luz. Tenho que ter força e coragem para superar tudo e dar força para as minhas filhas, por isso tento levar a vida como se estivesse tudo normal, até porque tenho que passar palavras de conforto para minha comunidade. Mas sei que o Dia das Mães será muito triste para algumas famílias”, avalia Cândida que é agente de saúde há 20 anos.
Nathália e Cândida programaram um almoço juntas para celebrar o Dia das Mães, mas a noite, a recepcionista encara um novo plantão. Para ela que é mãe do Pedro, de seis anos, a família é a motivação para enfrentar os dias difíceis e sua mãe, uma inspiração. “Todos os dias ao acordar peço a Deus para nos proteger e fazer com isso acabe logo. Minha mãe é minha melhor amiga, ela está comigo em todos os momentos. Com ela eu tenho abertura de falar sobre qualquer coisa. Ela é meu exemplo”.
Em tempos de incerteza, a relação entre mãe e filha ensina a ter paciência e otimismo. Para Cândida, a maternidade ensina também a ter coragem, e ela tenta passar isso para as filhas. “Mãe para mim é tudo. Uma palavra linda, mas que exige coragem, porque são muitas lutas e temos que ser tudo: professora, médica, psicóloga, cozinheira… Enfim, mãe é uma palavra linda, mas que representa muita responsabilidade. Eu amo ser mãe”, ressalta.
Nathália é mãe de Pedro, de seis anos
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Já para Nathália, a maternidade é o oposto de solidão, mesmo com o isolamento. “Para mim, ser mãe é saber que não estou mais sozinha, que sou exemplo e espelho para um ser que não sabe discernir nada sem meu consentimento. É amar muito além do que pode imaginar, é ter que mover o mundo para ver o sorriso do meu filho”.

By Negócio em Alta