Sem beijos e abraços, médicos orientam festejos do Dia das Mães com ajuda da tecnologia


Muitos profissionais de saúde tiveram que abrir mão do convívio com a família. Eles sugerem demonstrações de carinho pelas redes sociais, telefone e pelo computador. Médicos que atuam contra coronavírus mandam recado para festejar Dia das Mães
O Dia das Mães vai ser diferente de todos os outros, no domingo (10), por causa das medidas de prevenção ao contágio do novo coronavírus. Com menos beijos e abraços, mas não com menos carinho. Ninguém, no início do ano, imaginava ter que passar esse dia afastado ou com várias restrições no contato (veja vídeo acima).
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Se o abraço e o beijo estão proibidos, as demonstrações de carinho podem ser pelas redes sociais, telefone e pelo computador, por exemplo. Esse é o conselho dos profissionais de saúde, principalmente aqueles que estão nos hospitais, com muita saudade e enchendo as mães de orgulho e gratidão.
João Paulo é infectologista no Hospital Oswaldo Cruz e não abraça a mãe há dois meses
Reprodução/TV Globo
Eles fazem parte de uma equipe que tem como missão cuidar dos pacientes. Muitos médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, entre outros profissionais, tiveram que abrir mão do convívio com a própria família. Decisão tomada por amor.
Infectologista no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), João Paulo não abraça a mãe há dois meses.
“Infelizmente eu estou separado da minha mãe por ela ser idosa. E para evitar que ela se contamine com a doença, então a gente só se vê virtualmente. É esse o conselho que eu dou pra você. Vamos proteger as nossas mães e as mães dos outros”, lembrou.
“Eu sinto orgulho de você. Eu sei que sua missão como médico, de salvar vidas, está sendo cumprida”, declara Cristina França, mãe do infectologista
Reprodução/TV Globo
Do outro lado dessa história, estão as mães que compartilham da preocupação e do orgulho que a mãe do médico João Paulo está sentindo.
“Apesar do isolamento social e da distância, eu sinto orgulho de você. Eu sei que sua missão como médico, de salvar vidas, está sendo cumprida”, afirma a mãe do infectologista Cristina França.
A médica Fátima Lima terminou sendo também paciente e aconselha a aproveitar o momento para declarações de carinho e amor, mesmo que virtualmente
Reprodução/TV Globo
Fátima Lima é médica, mas virou paciente por causa do novo coronavírus. Já está de alta, mas ainda cheia de lembranças do quanto a doença pode ser solitária e, de forma geral, pesada e triste.
“Mas, graças a Deus, assim como eu, outras pessoas também estão se curando, se recuperando. O tempo é muito rápido e algumas vezes a oportunidade se perde e terminamos não dizendo aquilo que queremos. Que a gente possa aproveitar a oportunidade e dizer que amamos quem nós amamos. Falar palavras doces”, aconselhou.
Pacientes têm muito que agradecer aos médicos e – por que não? – às mães dos médicos também
Reprodução/TV Globo
Pacientes como Fátima têm muito que agradecer aos médicos e – por que não? – às mães dos médicos também. De um jeito ou de outro, estamos todos vivendo a mesma história.
“Mãe, estou morrendo de saudades, se proteja, te amo!!”, declarou o infectologista João Paulo. “A saudade é grande viu, mas é necessária. Obrigada por fazer parte da minha existência. Eu amo você”, respondeu a mãe dele, Cristina França.
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By Negócio em Alta