Primeiro dia de isolamento social rígido em Fortaleza registra engarrafamento

O trânsito foi causado pelas barreiras da polícia. Quem estava nos carros teve que comprovar que ia utilizar um serviço essencial ou que trabalha nele. Primeiro dia de isolamento social rígido em Fortaleza registra engarrafamento
O lockdown em Fortaleza começou nesta sexta-feira (8).
No início da manhã, filas longas se formaram nos acessos a Fortaleza. A polícia montou barreiras para fiscalizar quem entra e quem sai da cidade.
Motoristas e passageiros tiveram que comprovar a necessidade do deslocamento. Só pode circular nas ruas quem precisa de um serviço essencial ou trabalha numa atividade que não pode parar.
“Às vezes um crachá ou uma identidade funcional ou então algum comprovante de residência que a gente consiga identificar se ele está próximo daquela região, indo para um supermercado”, explicou André Luiz Barcelos, assessor técnico da Autarquia Municipal de Trânsito.
“Vim fazer a feira da família”, contou Marcos Ranieri, farmacêutico.
Os comerciantes limitaram o acesso dos clientes a uma pessoa por família. Desde quarta-feira (6), o uso de máscaras é obrigatório.
Dentro da cidade, logo cedo, equipes de fiscalização da prefeitura desmontaram duas feiras de rua.
Um bairro na periferia de Fortaleza tem um dos maiores índices de mortes por Covid-19. Foi, principalmente, para evitar aglomerações em regiões semelhantes que o isolamento social se tornou mais rigoroso. E, pelo menos neste primeiro dia, deu resultado.
“A gente está vendo mais uma diminuição de gente na rua. A população está mais consciente”, afirmou o comerciante José Gomes Barroso.
“Aqui, como é avenida, então realmente o fluxo diminuiu bastante”, observou o ilustrador Alexandre de Sousa.
Foi assim nas principais avenidas da cidade. Até o calçadão da Avenida Beira Mar não teve quase nenhum movimento.
Dos mais de 15 mil casos no Ceará, mais de 10 mil são em Fortaleza. Houve 997 mortes.

By Negócio em Alta