Dia das Mães: comércio do Amapá prevê queda de 60% nas vendas devido à pandemia


Levantamento feito pela CNC considera comparação com 2019. Setores mais afetados são confecções, calçados, perfumarias e eletroeletrônicos. Pesquisa aponta queda de 60% nas vendas do Dia das Mães no Amapá
O Dia das Mães para empresários do Amapá em 2020 não será lucrativo como de costume. Pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta queda de 60% nas vendas como consequência da pandemia do novo coronavírus.
A data, uma das mais importantes para o setor, onde o movimento e as vendas só perdem para o Natal, será de portas fechadas. Devido às medidas de proteção, desde 20 de março, nenhuma loja de produtos não essenciais tem autorização de funcionamento.
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Com o crescimento da pandemia, com elevação de infectados e mortos, os decretos de isolamento social e limitação de atividades foram prorrogados e seguem, pelo menos, até 18 de maio.
Segundo a Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio-AP), os setores mais procurados como confecções, calçados, perfumarias e eletroeletrônicos, terão perdas que variam entre 60 e 80%.
A Fecomércio ainda projeta uma crise econômica. Diante da pandemia, segundo a Federação, muita gente vai deixar de comprar o presente, para garantir produtos essenciais, como alimentação.
“Uns retornarão com restrições comerciais. Como é que ele vai ter crédito fora, se a mercadoria que ele comprou ainda está estocada, não está vendendo? As despesas operacionais continuam, foram amenizadas pela MP 936, mas continuam muito graves”, analisou o presidente da Fecomércio-AP, Eliezer Viterbino.
Lojas fechadas no Centro Comercial em Macapá
Caio Coutinho/G1
Além disso, Viterbino considera que após o período de isolamento social a população não irá automaticamente às compras. Para ele, a saída é flexibilizar as medidas preventivas para a abertura das lojas que sigam normas como distanciamento mínimo, uso de álcool gel e aferição de temperatura.
“E ainda passados os 60 dias, nós temos que imaginar o chamado delay do consumo. Ninguém vai voltar [a comprar] depois da quarentena. Lojas que sigam normas de proteção estão melhores equipadas do que as filas homéricas que a gente vê em frente às lotéricas”, opinou.
Eliezer Viterbino, presidente da Fecomércio-AP
Rede Amazônica/Reprodução
O levantamento estadual também aponta que 60% dos amapaenses têm a cultura de comprar fisicamente. Mas para tentar reduzir o prejuízo, a única saída encontrada por empresários é a venda pela internet e o delivery, exemplo de Lorrane Andrade, dona de uma confeitaria.
“Tive que me adaptar de uma forma diferente para poder seguir em frente. Optei pelo delivery, a demanda não é como antes da pandemia, mas está suprindo, fazendo com que mantenha meu estabelecimento”, disse a empreendedora.
Empreendedora Lorrane Andrade
Rede Amazônica/Reprodução
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By Negócio em Alta