Pacientes com doenças crônicas reclamam da falta de medicamentos na Rio Farmes

Segundo eles, remédios para hipertensão pulmonar e cardiopatia grave estão em falta há mais de seis meses. Alguns remédios custam em média R$ 2.300. Pacientes com doenças crônicas não estão conseguindo acesso a medicamentos que deveriam ser entregues pela Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais (Rio Farmes), que está funcionando durante a pandemia de coronavírus.
Pessoas com hipertensão pulmonar e cardiopatia grave, que compõem o grupo de risco, precisam desses remédios com urgência, que são muito caros.
Os pacientes dizem que alguns remédios estão em falta há tempos. São eles: Bosentana 5mg e de 62,5 mg, Ambrisentana 10mg e Sildenfila. Alguns estão fora das prateleiras da Rio Farmes há mais de seis meses.
A caixa com 60 comprimidos do Bosentana 62,5 mg, por exemplo, nas drogarias, custa em torno de R$ 2.300. Os pacientes não têm como comprar esses medicamentos, por isso, são cadastrados no Rio Farmes e têm acesso gratuito a eles.
A paciente Carmelita Azevedo, que tem cardiopatia grave e hipertensão pulmonar, contou num vídeo que já está há mais de 30 dias sem remédios. Ela está com falta de ar, cansaço extremo e capacidade de mobilidade cada vez menor. Ela diz que telefona frequentemente para a Rio Farmes e que informam que não há previsão de quando o estoque será reabastecido.
Em nota, a Rio Farmes informa que está abastecida de Bosentana 5mg e em processo de compra de Ambrisentana 10mg e Bosentana 62,5 mg. E aguarda a entrega do Sildenafila pelo Ministério da Saúde.
As unidades Rio Farmes estão localizadas nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. O funcionamento acontece de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, e o atendimento é por agendamento prévio.

By Negócio em Alta