Pentágono reconhece ter matado 132 civis em operações em 2019


Departamento de Defesa dos EUA diz que mortes aconteceram no Iraque, Síria, Afeganistão e Somália. Número é muito menor do que estimativas de ONGs internacionais: uma delas cita entre 465 e 1.113 vítimas apenas na Síria. Veículos do Exército dos Estados Unidos passam por estrada no nordeste da Síria, em foto de outubro de 2019
ANHA via AP
Comandos militares americanos admitiram nesta quarta-feira (6) que 132 civis morreram em suas operações executadas em todo o mundo, uma cifra muito inferior às estimativas de organizações não governamentais.
O Departamento de Defesa estima que “132 civis morreram e 91 ficaram feridos em 2019 durante as operações militares americanas em Iraque, Síria, Afeganistão e Somália”, assegurou o Pentágono em um relatório realizado todo ano a pedido do Congresso americano.
Segundo informações do Pentágono em seu relatório, “não há vítimas civis nas operações militares dos Estados Unidos em Iêmen e Líbia”.
Foi no Afeganistão que o exército americano admitiu o maior número de vítimas civis, com 108 mortos e 75 feridos.
No Iraque e na Síria, o Pentágono admite responsabilidade na morte de 22 civis e 13 feridos.
Na Somália, só admite dois mortos e três feridos.
No entanto, as cifras oficiais do Pentágono diferem muito das fornecidas pelas organizações não governamentais.
A ONG Airwars, que conta as vítimas civis em ataques aéreos no mundo, estima que a coalizão liderada pelos Estados Unidos tenha matado entre 465 e 1.113 civis no ano passado só na Síria.
“O informe do Departamento de Defesa representa um avanço em termos de transparência nas operações militares americanas”, disse o porta-voz do escritório americano da Anistia Internacional, Daphne Eviatar.
“No entanto, o conteúdo do informe sugere que o Pentágono continua subestimando a quantidade de vítimas civis”, acrescentou.

By Negócio em Alta