Capital do Maranhão ainda tem desrespeito ao lockdown

Em São Luís, a maior parte da população está respeitando o isolamento obrigatório, mas ainda há quem não tenha entendido a importância das medidas de restrição. Moradores da periferia de São Luís causaram aglomeração no segundo dia de Lockdown
Em São Luís, ainda há quem não tenha entendido a importância do isolamento obrigatório.
Não parece ser uma cidade que vive o segundo dia de isolamento total determinado pela Justiça. Mas é São Luís em pleno período de lockdown, quando as ruas deveriam estar vazias. Mas o que se viu foi muita gente circulando, mal tinha espaço para os carros passarem, que, aliás, também deveriam estar restritos. Havia gente quase se esbarrando em meio à aglomeração.
São Luís parecia estar dividida em duas partes. A região central onde estão os principais pontos turísticos, como o Centro Histórico, com pouco movimento e barreiras policiais por toda parte. E a periferia, que estava movimentada.
Fiscais da prefeitura foram a alguns bairros orientar comerciantes que estavam com as portas abertas quando não deveriam, porque não oferecem serviços essenciais. “Nesse momento, é mais uma orientação. Até porque eles não estão apresentando resistência”, explicou Arnoldo Bastos, superintendente de postura da Blitz Urbana.
Frederico teve de recolher tudo e fechar a lojinha de panelas dele. “Um dia fechado é dificuldade. Lá em casa nós somos cinco. Nós vivemos daqui”, contou o comerciante Frederico da Silva.
Houve até trânsito carregado. Engarrafamento, mesmo. Ambulâncias tiveram dificuldade para abrir caminho – e não foi só uma. “O engarrafamento também é um sinal de que tem muita gente ainda querendo circular na cidade, que está fora da previsão do decreto.”, destacou Carlos Lula, secretário estadual de Saúde.
Não é o que se espera neste período de dez dias do lockdown. A ordem judicial visa evitar aglomerações e as contaminações pelo coronavírus. O sistema de saúde de São Luís está quase no limite. O governo do estado espera ter em duas semanas números que mostrem a eficiência ou não da medida para traçar novas estratégias. Mas, sem a consciência da população, tudo fica mais difícil.
O estado teve quase 500 casos confirmados de coronavírus em 24 horas, um recorde. Já ultrapassou os cinco mil infectados e quase 300 pessoas morreram. Com o sistema de saúde em colapso, um hospital de campanha deve ficar pronto em duas semanas. Vai ter 200 leitos, dez deles de UTI.

By Negócio em Alta