Câmara aprova projeto de ajuda estados e municípios por causa do coronavírus
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) um projeto de ajuda a estados e municípios. O texto, porém, reduziu de R$ 130 bilhões para R$ 43 bilhões a economia prevista com o congelamento de salários ao excluir várias categorias. A decisão da Câmara desagradou integrantes da equipe econômica.
O valor previsto já havia sido reduzido durante a tramitação do projeto no Senado, quando a economia proposta pela equipe econômica caiu para R$ 93 bilhões. O senadores aprovaram a retirada de algumas categorias, como as que estão na linha de frente do combate ao coronavírus.
Agora, o Ministério da Economia espera que, na nova votação do projeto no Senado, os senadores derrubem algumas das mudanças feitas pelos deputados, restabelecendo parte da economia inicialmente prevista.
O projeto em votação foi negociado entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para substituir a proposta inicialmente aprovada pela Câmara dos Deputados, classificada pelo governo de um cheque em branco e que previa um socorro a Estados e municípios de pelo menos R$ 80 bilhões num período de seis meses.
O texto negociado entre Alcolumbre e Guedes prevê socorro de R$ 60 bilhões para estados e municípios num período de quatro meses, mas com a previsão de uma contrapartida de congelamento dos salários dos servidores estaduais e municipais até 31 de dezembro de 2021.
Depois de aprovado no Senado no último sábado, o texto foi a votação na Câmara dos Deputados. Como os deputados fizeram mudanças no texto aprovado pelos senadores, o projeto volta para nova votação no Senado.
Ontem, na votação na Câmara, governistas, com o apoio do Centrão, aprovaram a exclusão de mais categorias, fazendo com que a economia inicial de R$ 130 bilhões com o congelamento de salários caísse para R$ 43 bilhões. Ou seja, aliados e novos aliados do Palácio do Planalto votaram contra a proposta da equipe econômica do presidente Bolsonaro.
O movimento, o primeiro a contar com a adesão de parlamentares do centrão, preocupou a equipe econômica, por representar o primeiro sinal de ações futuras que acabem gerando mais gastos para os cofres públicos. Na linha de uma atuação tradicional de partidos do Centrão.
Sem categoria
