
Na capital, era possível ver mais organização nas filas nesta terça (5), com população respeitando marcações. Pessoas começaram a chegar no dia anterior para serem atendidas. Após aglomerações, agência da Encruzilhada apresenta maior organização
As aglomerações nas agências da Caixa viraram rotina no Grande Recife. Nesta terça-feira (5), apesar do grande número de pessoas e filas extensas, era possível ver uma maior organização da população em pontos em que foram registradas aglomerações diárias nas últimas semanas na Região Metropolitana. Ainda assim, a espera era longa e marcada pela chuva, que começou ainda na madrugada (veja vídeo acima).
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Mesmo o banco tendo duas horas a mais de atendimento, a quantidade de gente nas filas não pareceu ser menor. Na Encruzilhada, por exemplo, a fila fazia voltas e ia até a Avenida Norte, em um percurso de 3 quilômetros, ao menos. A equipe da TV Globo mostrou que os primeiros a serem atendidos nesse local chegaram na segunda-feira (5).
Em busca do auxílio emergencial, fila na agência da Encruzilhada, no Recife, começou a ser formada na segunda-feira (4)
Reprodução/TV Globo
Além de tentar administrar as aglomerações, representantes da prefeitura do Recife distribuíram máscaras para as pessoas, que ocupavam as calçadas que circulam as partes externas das agências. Desde o fim de semana, algumas ruas foram bloqueadas para comportar a quantidade de pessoas à espera de atendimento nos estabelecimentos.
Marcação no chão, fitas adesivas e de contenção e orientações presenciais dos guardas são algumas medidas para tentar solucionar parte de um problema que já virou rotina nesta pandemia. Em Olinda, a fila também era extensa para a Caixa de Casa Caiada, seguindo até a Avenida Beira Mar.
Guardas municipais, cones e marcações no chão fazem parte da tentativa de organização de filas no Recife
Reprodução/TV Globo
Mesmo com uma aparente organização das filas, segundo o prefeito da cidade do Recife, Geraldo Júlio, só um replanejamento a nível federal, que é de responsabilidade da Caixa e do governo, poderia resolver a situação.
O entorno da agência que fica no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife, e a da Imbiribeira, na Zona Sul, fora pontos de atuação da guarda municipal na capital pernambucana. A TV Globo registrou que os beneficiários foram organizados em uma distância maior do que as flagradas nos últimos dias (veja vídeo abaixo).
Agentes da Guarda Municipal e da CTTU organizam filas para auxílio emergencial no Recife
A situação, no entanto, era diferente na Rua do Hospício, com a fila seguindo pela Rua dos Palmares. Com a chuva, as pessoas dividiam sombrinhas e tentavam se proteger ficando embaixo da marquise, formando assim pontos de aglomeração.
Segundo o médico infectologista Demétrius, tão importante quanto manter a distância entre duas pessoas é fazer o uso da máscara. Ele explicou que há duas formas de contágio do novo coronavírus: pela respiração e por contato.
“A questão da chuva em si não traz grandes problemas em relação a contaminação. O problema da chuva é o compartilhamento da sombrinha, por exemplo. A proximidade de duas pessoas preocupa. O banho de chuva não aumenta a exposição, mas faz com que as pessoas fiquem mais aglomeradas, aumentando a transmissão”, disse.
Infectologista dá dicas de como se prevenir em aglomerações
Demétrius ainda explicou que o aumento de distanciamento na fila gera uma proporção muito maior, ainda que proteja as pessoas e traga mais segurança. “Algumas pessoas ainda se aproveitam do distanciamento para furar filas. Elas ainda não têm a consciência de estarem afastadas”, disse (veja vídeo acima).
Escolas como apoio
O governo de Pernambuco disponibilizou 26 escolas públicas para serem usadas para a criação de centrais de informação sobre o auxílio emergencial de R$ 600, diminuindo assim as aglomerações diárias. No entanto, a Caixa Econômica Federal ainda não se pronunciou sobre o assunto. Outra proposta feita pelo estado foi a descentralização dos pagamentos.
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