Nova York tem agora um esboço do plano de reabertura. Mas só daqui a 11 dias as primeiras regiões vão começar a diminuir as restrições e depois que apresentarem planos. Estado de Nova York, epicentro da pandemia nos EUA, estuda como vai ser reabertura
Nos Estados Unidos, Nova York demorou, mas acabou adotando medidas restritivas rigorosas para combater o novo coronavírus e o resultado apareceu.
As ruas vazias foram a arma escolhida por Nova York para combater o novo coronavírus. E agora os gráficos mostram o efeito da medida.
O primeiro caso foi registrado no dia 1º de março, e no dia 14 veio a primeira morte. E os números passaram a crescer rapidamente. No dia 22, o governo do estado determinou o isolamento da população. Mas foram precisos 17 dias para que a medida fizesse o gráfico apontar a direção da esperança.
No dia 8 de abril, o estado de Nova York perdeu 799 vidas em um único dia e as mortes começaram a diminuir. No domingo (3), morreram 226 pessoas.
Se olharmos para os gráficos, é um terço do que no pior dia. Se olharmos para as famílias, são 226 pais, mães, irmãos, avôs e avós.
Apoiado nos números, Nova York tem agora um esboço do plano de reabertura. Mas só daqui a 11 dias as primeiras regiões vão começar a diminuir as restrições e depois que apresentarem planos que incluam um sistema de rastreamento de quem teve contato com o vírus, uma rede hospitalar de leitos disponíveis e estoque de equipamentos de proteção para profissionais de saúde.
O governador Andrew Cuomo repetiu, nesta segunda (4), que precisamos ser espertos para não pôr a perder todo o trabalho feito até agora. E completou: depois que reabrirmos, ninguém vai querer passar por isso de novo.
Com vários estados afrouxando as medidas de isolamento, o perigo do novo coronavírus continua presente e se espalha pelo país.
O jornal The New York Times publicou um documento do governo federal com a estimativa de que em 1 de junho os EUA podem ter 3 mil mortes por dia. Quase o dobro das mortes registradas atualmente. A Casa Branca afirmou que a força-tarefa de combate ao coronavírus não analisou o documento.
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