
O médico Jackson Sampaio chegou a passar cinco dias em ventilação mecânica. O reitor da Uece Jackson Sampaio foi internado em 20 de abril com suspeita de Covid-19
Natinho Rodrigues/SVM
Após ser internado no último dia 20 com suspeita de Covid-19, o reitor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Jackson Sampaio, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na noite deste sábado (2), num hospital particular de Fortaleza. Ele foi realocado para um leito clínico, de acordo com a assessoria de comunicação da Universidade.
“Segundo o último boletim médico, professor Jackson encontra-se sem febre, com boa oxigenação sanguínea e sem comprometimento de outras funções orgânicas”, informou a Uece.
Jackson Sampaio apresentou os primeiros sintomas de infecção por coronavírus no dia 13 de abril. Sete dias depois, ele foi internado em leito clínico com alterações respiratórias. Com o quadro agravado, o médico psiquiatra foi transferido para UTI, submetido a ventilação mecânica, no dia 23.
Conforme a Uece, cerca de 48h após entrada na UTI, o reitor apresentou melhora na função respiratória. Desde então, passou a se recuperar gradualmente e teve a ventilação mecânica removida no dia 28 de abril.
“Em nome de toda a comunidade universitária, a Administração Superior da Uece manifesta seu contentamento com a significativa melhora do reitor e permanece firme na torcida de sua plena recuperação, bem como no apoio à família”, declara a Universidade..
Covid-19 no Ceará
O número de casos de Covid-19 no Ceará chegou a 8.309 conforme dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), na plataforma IntegraSUS, por volta de 17h16 deste sábado (2). O número de mortes passou de 590 entre a atualização da manhã para 638 no fim tarde.
Fortaleza concentra a maioria dos registros, com 6.353 diagnósticos positivos
AFP
No intervalo de 24 horas foram confirmados 99 óbitos no estado, levando em consideração o boletim das 17 horas desta sexta-feira (1º), quando foram registrados 539 óbitos pela doença.
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Governador do Ceará vai prorrogar decreto de isolamento e avalia medidas ainda mais rígidas
Fortaleza, epicentro da contaminação pelo vírus no estado, também registra aumento nos casos, com 6.353 diagnósticos e 498 mortes em decorrência da Covid-19.
Os números apresentados pela Secretaria da Saúde fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testes para detectar a presença dos vírus, o que não corresponde necessariamente à data da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.
Veja outras informações da plataforma divulgadas neste sábado (2):
São 24.408 casos suspeitos;
27.140 testes realizados;
A taxa de letalidade da doença no CE é de 7,7%;
149 municípios cearenses tiveram diagnósticos positivos da Covid-19.
Medidas de isolamento mais rígidas
O governador do Ceará Camilo Santana afirmou, no início da noite desta sexta-feira (1º), que vai prorrogar o decreto de isolamento social e que avalia medidas ainda mais duras, principalmente, em Fortaleza. O atual decreto proíbe, até 5 de maio, aglomerações e o funcionamento de serviços não essenciais em todo o estado. (veja no vídeo abaixo)
Governo do Ceará e prefeitura de Fortaleza convocaram coletiva e fizeram apoio para que a população contribua com distanciamento social
“Estamos aqui discutindo, não só a necessidade, que com certeza faremos, da prorrogação do decreto que vence na próxima terça-feira, mas estamos avaliando a necessidade de endurecermos as medidas aqui na capital, aqui em Fortaleza”, disse o governador, durante coletiva de imprensa com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
Curva em ascensão
Durante a coletiva, Camilo Santana também anunciou a abertura de 100 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) até o fim da próxima semana em Fortaleza. Além disso, declarou ainda que o Centro de Formação Olímpica (CFO), localizado no Bairro Castelão, também terá estrutura para atender casos de Covid-19 com menor complexidade.
Apesar da ampliação dos leitos, os chefes do executivo estadual e municipal alertaram que a população deve contribuir de forma mais efetiva com o isolamento social, tendo em vista que o atendimento disponível nas unidades de saúde não deve conseguir acompanhar a evolução rápida dos casos de Covid-19 no estado.
“A velocidade do número de casos tem sido maior do que a nossa implantação de leitos aqui na capital. Há uma necessidade de diminuir essa velocidade para garantir que as pessoas possam ser atendidas, possam ter direito a ter um leito hospitalar”, pontuou Camilo.
“Não haverá leitos suficientes se não houver isolamento efetivamente cumprido”, complementa Roberto Cláudio.
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Foto: Infografia/G1
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