Decisão da Justiça começa a valer na terça (5) e vai durar dez dias. Ela prevê regras mais rígidas de isolamento social em São Luís e em outros três municípios da Região Metropolitana. Maranhenses lotam supermercados e farmácias no sábado anterior ao isolamento obrigatório
No Maranhão, o sábado (2) antes do início do isolamento obrigatório teve correria aos supermercados e farmácias.
O fim de semana começou com uma corrida aos supermercados. Os estacionamentos ficaram cheios. Gente garantindo estoque de alimentos, apesar de não haver qualquer previsão de fechamentos dos serviços essenciais, como os vendem remédios e comida.
“A população com medo veio fazer os preparos para evitar de faltar na sua casa”, diz Robson Moraes, funcionário público.
“Não tem necessidade de ter esse horror de gente num supermercado, porque ele não vai fechar”, destaca José Nascimento, padeiro.
Açougues lotados, feiras com aglomerações e filas até nas farmácias.
“O pessoal tem que se conscientizar, porque às vezes você vem à farmácia por uma questão de necessidade”, comenta Neto Carvalho, motorista.
A decisão da Justiça, que determinou o chamado lockdown, o isolamento obrigatório, começa a valer na terça-feira (5) e vai durar dez dias. Ela prevê regras mais rígidas de isolamento social em São Luís e em outros 3 municípios da Região Metropolitana. Nessas cidades, os veículos não vão poder circular sem uma justificativa.
O lockdown é uma medida drástica diante do aumento acelerado do número de casos e de mortes na capital maranhense. O sistema de saúde está perto do limite. Nesta semana, todos os leitos de UTI das redes pública e privada chegaram a ficar ocupados. Novas vagas foram criadas, mas o número de doentes em estado grave segue disparado e, nas próximas horas, podem faltar leitos de terapia intensiva de novo para atender a demanda.
O Maranhão contabiliza 237 mortes pelo coronavírus e tem mais de quatro mil casos confirmados. E nem todos com suspeita de Covid, são testados.
“O paciente é testado quando está internado e quando é sintomas leves ele é medicado e encaminhado para casa e a gente fica fazendo monitoramento nos pacientes”, diz Fábio Fernandes, enfermeiro da Força Estadual de Saúde.
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