As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) explodiram um prédio com hackers nesta segunda-feira (6). O órgão afirmou no Twitter que o ataque aéreo foi lançado em um prédio localizado na Faixa de Gaza, onde acreditavam estar cibercriminosos do Hamas. Os militares ainda publicaram um vídeo da ação.

De acordo com as Forças de Israel, o grupo foi rastreado depois de uma tentativa fracassada de ciberataque. Não se sabe se havia outras pessoas dentro do prédio ou se a estrutura de edifícios vizinhos foi afetada. Os militares alegam que a intenção do grupo era desestabilizar o espaço cibernético de Israel.

Não foram divulgados detalhes do ciberataque, mas o órgão militar disse que estava “à frente deles o tempo todo”. O ataque foi classificado como uma vitória porque “o Hamas não tem mais capacidade operacional cibernética” depois da destruição do prédio.

Prédio destruído pelas Forças de Defesa de Israel. Imagem: Reprodução / The Hacker News

O comandante da Divisão Cibernética da IDF não revelou o alvo do ciberataque, mas disse ao jornal Times de Israel que o Hamas queria “prejudicar o modo de vida dos cidadãos israelenses”.

No último ano, a tensão vem aumentando entre Israel e o Hamas. O mais recente conflito foi iniciado na sexta-feira (3) depois que militantes do Hamas lançaram pelo menos 600 foguetes contra Israel e mataram dois soldados israelenses. Em retaliação, os militares de Israel realizaram seus próprios ataques contra centenas de alvos do Hamas e da Jihad Islâmica. Até agora, pelo menos 27 palestinos e quatro civis israelenses foram mortos, e mais de 100 foram feridos.

Não é a primeira vez que um país retalia um ataque cibernético com um ataque físico. Em 2015, o exército dos EUA supostamente matou dois hackers do Estado Islâmico — Siful Haque Sujan e Junaid Hussain do grupo de hackers Team Poison — usando ataques de drones na Síria.

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